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Protesto de servidores na Alerj tem confusão entre manifestantes e PM

Policiais do choque e agentes da polícia legislativa que faziam a barreira na porta antes do conflito foram forçados a entrar para fugir dos efeitos do gás.

O protesto de servidores do Estado do Rio contra o pacote de ajuste fiscal proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão acabou em confronto com a Polícia Militar em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Apesar do forte esquema de segurança, manifestantes conseguiram derrubar algumas grades que protegem a assembleia, e a polícia interveio dispersando-os com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Até o momento, não houve invasão do edifício. Policiais do choque e agentes da polícia legislativa que faziam a barreira na porta antes do conflito foram forçados a entrar para fugir dos efeitos do gás.

O confronto começou por volta das 13h. Logo depois, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, deu entrevista pedindo calma e confirmando que os dois primeiros projetos do pacote serão discutidos esta tarde.

Um deles reduz em 30% salários do alto escalão do governo e outro trata do pagamento de dívidas do governo com precatórios.

“Não é com força física, não é com violência que se vai construir uma solução. Espero que haja equilíbrio dos dois lados”, afirmou.

OUTRA CONFUSÃO

Mais cedo, por volta das 10h40, também houve confusão entre os próprios manifestantes. Um grupo de agentes penitenciários se desentendeu com servidores da educação por causa da presença de bandeiras de partidos de esquerda. Servidores do Degase, o sistema correcional para menores infratores no Rio, tomaram a bandeira de militantes da educação.

Houve empurra-empurra e um policial militar aposentado jogou spray de pimenta no meio da confusão. Ocorreu um princípio de tumulto, mas logo em seguida os ânimos se dissiparam.

Embora protestem pelo mesmo motivo, há divisão ideológica entre, de um lado, os grupos da educação, cultura e saúde e, de outro, servidores da área da segurança pública.

Policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários, além de servidores do Judiciário e do Ministério Público participam do ato.

Vestidos de azul, os PMs estenderam uma faixa que diz “sem 13º, sem Réveillon”. Uma segunda faixa diz “se aprovar [o pacote], a polícia vai parar”.

Segundo o presidente do Sindicado do Sistema Penitenciário (SSP-RJ), Gutemberg Oliveira, afirmou que o movimento é apartidário.

De acordo com ele, não há a intenção entre os manifestantes de voltar a ocupar o prédio da Alerj, a exemplo do ocorrido na semana passada, quando policiais em protesto invadiram a assembleia legislativa.

“Estamos aqui para fazer pressão e nosso inimigo é outro. A luta é unificada e temos que deixar nossas diferenças de lado. Não queremos ocupar a Alerj para não ter banho de sangue”, disse.

Por volta das 11h40, contudo, uma militante convocou, em discurso no carro de som, a invasão do prédio. Servidores da segurança chegaram a cantar “uh, vamos invadir”, mas não houve movimentação nesse sentido.

GAROTINHO PRESO

Servidores da educação comemoraram quando chegou ao protesto a informação de que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho foi preso pela Polícia Federal.

“Au au au, só falta do Cabral”, cantaram em referência ao também ex-governador Sérgio Cabral.

Fonte: Folha de S. Paulo

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