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PSB amarra candidatura de Jesualdo a compromissos de Nazif

Prefeito de Ji-Paraná tem boa aceitação, mas enfrenta oposição interna e de aliados

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O PSB em Rondônia tem dono. Chama-se Mauro Nazif, ex-prefeito de Porto Velho que dá as cartas sobre quem vai ser o que dentro da legenda. Mauro foi quem definiu a aliança com o MDB e aceitou a indicação de Daniel Pereira como vice de Confúcio em 2014, não sem antes conversar, e muito, com o grupo do então candidato Expedito Júnior.

Quem puxar um pouco pela memória, vai lembrar que nas eleições de 2010 Nazif fez a mesma coisa, Expedito dormiu tendo Alan Queiroz de vice, indicado por Mauro, e acordou com Miguel de Souza, por falta de opção. Meses depois, um Alan Queiroz indignado pela traição, deixou o PSB e migrou para o PSDB, onde está até hoje.

Em 2014, porém, Nazif fez acordo contando com o apoio de Confúcio para sua reeleição, em 2016, o que não aconteceu. Ele apostou na força da máquina pública para eleger-se  e Confúcio, até onde se sabe, cumpriu com sua parte, colocando equipamentos e dinheiro na capital. Mas isso não foi o suficiente.

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Daniel Pereira, que até então hibernava na vida pública, chegou na campanha atropelando, causou alguns incidentes, mas conseguiram reeleger Confúcio. Jesualdo Pires havia sido eleito prefeito em 2012, deixando a Assembleia Legislativa e passou a se dedicar inteiramente ao município. Com perfil agregador, obteve recursos de todas as correntes e grupos políticos. Com trabalho feito, conseguiu a reeleição em 2016 com mais de 60% dos votos.

Mas, porque Jesualdo não é o candidato natural do PSB ao Senado?

Porque ele vem sendo usado como moeda de troca pelo senador Acir Gurgacz (PDT) e pelo próprio Nazif, que avalia ser candidato ao Senado em 2018 e Jesualdo atrapalha, e muito esses planos. Nazif não conseguiu reeleger-se prefeito, mas detém o domínio do PSB. Gurgacz por sua vez sabe que pode ajudar ou atrapalhar a vida de Jesualdo em Ji-Paraná, vez que manda e desmanda na política do município. Enfrentar Gurgacz em Ji-Paraná é uma aposta arriscada até mesmo para Jesualdo.

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E Nazif, é candidato?

O ex-prefeito de Porto Velho tenta costurar uma aliança para viabilizar sua candidatura. Não pela questão partidária, mas a melhor forma para que ele não fique sem mandato. O PSB de Nazif tem ainda outra questão interna para resolver, o crescimento, e consequente fortalecimento do deputado estadual Cleiton Roque, que ameaça a liderança de Mauro. Apesar de sempre ter tido apoio de Nazif, o avanço de Cleiton é visível e se o ex-prefeito de Porto Velho ficar sem mandato, ficará difícil manter o controle do partido a partir de 2019. Cleiton, diferente de Daniel Pereira, vem construindo uma carreira política sólida, elegeu a esposa prefeita de Pimenta Bueno e desponta como um dos principais nomes da legenda.

E Daniel Pereira, é candidato ao governo?

A possibilidade de Pereira ser candidato à governador é real, desde que Confúcio renuncie para disputar o senado. A princípio, o governador tem dois compromissos que são de conhecimento público, mas ele desconversa, a candidatura de Maurão de Carvalho e apoio à Acir Gurgacz. O primeiro compromisso, ele pode ignorar se deixar a legenda e migrar para o PSB ou PDT, que seriam as legendas naturais para abriga-lo. Fora isso, a possibilidade dele entrar na disputa só como vice, de Gurgacz. Mas isso passa pelo crivo de Nazif.

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