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PSB tem novo líder e fará mudança na CCJ para votação de denúncia

Júlio Delgado (MG) assume a liderança da sigla. Partido deverá tirar Danilo Forte (CE) e Fábio Garcia (MT), que votariam a favor de Temer

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Apesar da manobra do Palácio do Planalto de exonerar os ministros Fernando Coelho Filho (PSB-PE) e Raul Jungmann (PPS-PE) de seus cargos nesta quarta-feira (18/10), a ala oposicionista do PSB reuniu as assinaturas necessárias para a destituição da líder da sigla, Tereza Cristina (MS). Em seu lugar, assume o deputado Júlio Delgado (MG). Com a mudança, a legenda deve oficializar ainda hoje a troca de dois de seus titulares na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O colegiado pode votar nesta quarta o relatório sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

O PSB retirará da comissão os deputados Danilo Forte (CE)  e Fábio Garcia (MT), que votaram no colegiado pelo arquivamento da primeira denúncia contra Michel Temer. Suas cadeiras serão ocupadas pelo suplentes da comissão Danilo Cabral (PSB-PE) e Hugo Leal (PSB-RJ), que deverão votar, na segunda acusação enviada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelo prosseguimento do processo. Além dos parlamentares, a sigla tem outros dois titulares na CCJ: Tadeu Alencar (PE) e o próprio Julio Delgado. Ambos foram favoráveis ao andamento da denúncia na última ocasião.

“Vamos fazer o inverso do que aconteceu sempre que eles substituíam os outros partidos da base para poder ampliar os votos do presidente Temer dentro da CCJ”, afirmou Delgado. A suplência da comissão será ocupada pelos deputados Flavinho (PSB-SP) e Heitor Schuch (PSB-RS). Segundo o novo líder da sigla, o partido deverá agora fechar questão sobre a votação da segunda denúncia tanto no colegiado quanto no plenário. O direcionamento é que parlamentares votem pelo prosseguimento do processo.

Os deputados Tereza Cristina, Danilo Forte, Fábio Garcia e o ministro Fernando Coelho sofrem processos disciplinares e correm o risco de expulsão do partido. Os quatro votaram a favor da reforma trabalhista, contrariando a ordem do diretório nacional do PSB. Na última segunda (16), uma liminar impediu a deliberação que poderia resultar na desfiliação dos parlamentares. Uma nova reunião foi convocada para o próximo dia 26.

Fonte: metropoles

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