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PT avalia registrar Haddad como vice de Lula

Partido acredita que Lula pode se manter candidato até agosto, quando seu registro seria negado. Então, esforço seria transferir votos para o ex-prefeito de São Paulo

Pouco antes das 8h de ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a primeira refeição do dia. Café com leite, pão com manteiga. E seguiu o dia sozinho, recebendo apenas, no fim da tarde, a visita dos advogados. O isolamento do petista a partir de agora e a capacidade de influenciar a campanha eleitoral de dentro de uma cela são os fatores em jogo para petistas e adversários na campanha eleitoral.

A primeira ação dos petistas é insistir no registro da candidatura de Lula, tendo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice na chapa. A partir daqui, há uma série de variáveis que podem reforçar ou enfraquecer o plano. A intenção dos petistas é, apenas em agosto, a menos de dois meses do primeiro turno, que tal registro seja negado, o que levaria Haddad à cabeça de chapa. Os advogados do PT acreditam que isso será possível, validando o registro, pois o processo não deve ter o trânsito em julgado até lá.
O problema para os aliados de Lula é saber se, mesmo preso, o petista manterá a força eleitoral, afinal, há uma tendência de esquecimento e protagonismo de outros atores a partir do momento em que a campanha esquente. Outro ponto é se essa força será suficiente para transferir votos para Haddad. E, ainda, se o empecilho está dentro do grupo de centro-esquerda, como é o caso do pedetista Ciro Gomes, que mergulhou nos últimos dias, tentando manter distância das controvérsias da prisão de Lula.
O nome do ex-prefeito de São Paulo ganhou força após as investigações da Lava Jato atingirem o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, que agora quer disputar a eleição para senador e, assim, garantir o foro privilegiado.
Leonardo Cavalcanti/ Correio Braziliente
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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