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PT vai apresentar 11 questões de ordem para impedir sessão

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A postura foi adotada para pressionar a abertura de investigação contra o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) sobre suposto recebimento de propinas

Líder do PT no Senado, Humberto Costa afirmou que o partido vai apresentar 11 questões de ordem na sessão que definirá se a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai a julgamento por crime de responsabilidade ou não. A ideia, segundo o pernambucano, “é impedir a apreciação da denúncia”.

De acordo com Humberto, a postura foi adotada porque a bancada petista acredita ser um contrassenso o fato de Dilma responder a um processo pela edição de três decretos de suplementação enquanto o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) é acusado pelo dono da maior empreiteira do Brasil de ter pedido e recebido, em espécie, R$ 10 milhões na forma de caixa dois em 2015 e não haver sequer uma investigação.

“Queremos o fim da seletividade de investigações. Um lado, investiga. O outro, todo mundo fica caladinho. A presidenta pode perder o mandato amanhã e Temer, que pode ter recebido R$ 10 milhões de caixa dois, vai continuar, lépido e fagueiro, como presidente da República”, disparou. “Não estão investigando Lula, Dilma, senadores, deputados e governadores? Por que não investigam o Sr. Michel Temer, o Sr. Eliseu Padilha e o Sr. José Serra, citados pelos executivos da Odebrecht, segundo a imprensa?”, acrescentou, indagando.

Humberto defendeu a necessidade de Temer vir a público se explicar sobre o assunto e pontuou que não estava dizendo que as denúncias são verdadeiras. “E tem de investigar rápido, porque se for mentira, há uma injustiça contra ele. E, se for verdade, há uma injustiça contra o povo brasileiro”, observou.

Reportagens veiculadas no fim de semana apontam que a delação premiada de executivos da Odebrecht à Lava Jato relata de que Temer pediu “apoio financeiro” ao PMDB para a empreiteira. Suposta propina teria sido de R$ 10 milhões, pagos em espécie, em 2014.

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