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ONU prevê mais 4 milhões de refugiados sírios em 2014

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A ONU prevê que mais 4,25 milhões de sírios se tornarão refugiados em 2014 dentro ou fora do país, segundo um documento obtido nesta segunda-feira (7) pela reportagem.

Agências da ONU preparam o lançamento de um novo pedido de ajuda para as vítimas do conflito, que começou em março de 2011 e não dá sinais de terminar tão cedo.

Autoridades de dez órgãos da ONU, da Organização Internacional para a Migração e de 18 outras agências humanitárias se reuniram em 26 de setembro na Jordânia para traçar a estratégia para 2014.

“O cenário mais provável a ser percebido foi a continuação e escalada do conflito, com maior fragmentação, perturbação dos serviços essenciais e mais erosão dos mecanismos para lidar com a situação”, disseram funcionários da agência humanitária Ocha, ligada à ONU, segundo sumário da reunião divulgado em um site da ONU.

A Ocha prevê que até 8,3 milhões de pessoas — mais de um terço da população síria anterior à guerra, que era de 23 milhões — devem estar em dificuldades até o final de 2014, um aumento de 37% em relação a 2013. A cifra incluiria 6,5 milhões de refugiados internos, um aumento de 54%.

 

O número de refugiados fora da Síria deve chegar a 3,2 milhões até dezembro deste ano, ou 1 milhão a mais do que atualmente, segundo os participantes da reunião. Para o ano que vem, a expectativa é de que outros 2 milhões cruzem a fronteira.

Até agora, a maior parte dos refugiados sírios se cadastrou no Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque. O documento disse que o planejamento relativo às necessidades dos refugiados para 2014 também incluirá os sírios que chegarem à Europa e ao norte da África.

O Acnur (agência da ONU para refugiados) disse que 17 países, sendo 12 na Europa, estão envolvidos em um programa para reassentar refugiados.

Sem uma perspectiva sólida de pacificação da Síria, as agências humanitárias começaram a desviar seu foco para as necessidades de longo prazo dos refugiados, em vez de apenas se preocuparem em atender suas necessidades humanitárias imediatas.

A ONU estimou em junho que 93 mil pessoas já haviam mortas na guerra civil até o final de abril. Desde então, os combates se intensificaram.

 

Fonte: Reuters

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