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Publicitário matou zelador e ex-marido da esposa com a mesma arma, diz polícia

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A arma e o silenciador apreendidos na casa do publicitário Eduardo Martins e da advogada Ieda Cristina Martins, suspeitos de matar o zelador Jezi de Souza na zona norte de São Paulo no final de maio, foram usados na morte do empresário José Jair Farias, em 2005, no Rio de Janeiro.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os objetos encontrados na residência passaram pela perícia que comprovou que a bala usada para matar o empresário saiu da arma do publicitário.

A então esposa do empresário, advogada Ieda Cristina, é a principal suspeita do crime e está presa na capital paulista. O caso que estava arquivado foi reaberto após a polícia de São Paulo começar a investigar a morte do zelador.

O caso

O zelador desapareceu no dia 30 de maio e a família registrou um Boletim de Ocorrência no dia seguinte. As imagens de segurança do condomínio onde ele trabalhava mostram que, por volta das 15h30 deste dia, o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

Ainda segundo o registro policial, uma moradora do 11º andar disse ter ouvido uma discussão em um apartamento do mesmo andar, cujo morador, segundo ela, não teria um bom relacionamento com o zelador.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, esse morador do 11º andar, depois identificado como o publicitário Eduardo Martins, e a esposa arrastaram uma mala e um saco grande até um veículo Logan preto. Questionado pela polícia, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

Dois dias depois, Martins foi preso em flagrante enquanto tentava queimar os pedaços do corpo do zelador na churrasqueira de sua casa na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. Ele confessou o esquartejamento, mas disse aos policiais que a morte do zelador foi acidental e aconteceu durante um discussão entre os dois. Em seu depoimento, Martins disse que Lopes teria caído e batido a cabeça no batente da porta.

Ele afirmou ainda que a sua mulher não teve participação na crime. Ieda chegou a ficar presa, mas após ser inocentada pelo marido, foi libertada.

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