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Renato Duque afirma que ficará em silêncio na CPI da Petrobras

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Começou há pouco a sessão da CPI da Petrobras convocada para ouvir o depoimento do ex-diretor da estatal Renato Duque. O depoente, no entato, disse que exercerá o direito de permanecer em silêncio. Ele disse que vai responder ao Judiciário todas as acusações feitas contra ele.

O ex-diretor da Petrobras é mencionado como destinatário do pagamento de propinas por pelo menos cinco delatores da Operação Lava Jato: o ex-gerente de Tecnologia da estatal Pedro Barusco, o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e os empresários Júlio Camargo e Augusto Mendonça Neto. Ele nega as acusações.

Em liberdade desde dezembro do ano passado, Duque foi detido novamente a pedido do Ministério Público, que o acusa de ter movimentado recursos no exterior mesmo depois de deflagrada a Operação Lava Jato.

Mesmo com a decisão do ex-diretor da Petrobras Renato Duque de não responder nenhuma pergunta aos integrantes da CPI da Petrobras, os deputados resolveram prosseguir normalmente com a sessão e registrar as perguntas sem resposta.

A todas elas, Duque afirmou que “por orientação da minha defesa, permanecerei calado”. A mesma resposta, com poucas variações, era repetida a cada pergunta dirigida a ele.

O primeiro a perguntar foi o relator da CPI, deputado Luís Sérgio (PT-RJ). Confira algumas das perguntas sem resposta:

– Quem eram seus superiores na Petrobras?

– Houve indicação política para sua diretoria?

– Como eram elaboradas as licitações? Havia vazamento de informações?

– Como as negociações eram feitas?

– Como a Petrobras classificava os fornecedores de itens de alta complexidade?

– Havia favorecimento?

– Havia corrupção na Petrobras como disse Paulo Francis em 1997, quando foi processado pela Petrobras?

– Havia corrupção na Petrobras em 1992, como afirmou a revista Veja na época?

– O senhor conhece o teor dos depoimentos prestados à Justiça Federal, pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa que disse que Nestor Cerveró era muito ligado ao PMDB e que o operador era Fernando Soares?

– É verdade a afirmação de Pedro Barusco de que o senhor recebeu propina de empresas fornecedoras da Petrobras?

O relator também pediu a Duque que comentasse a afirmação de José Sérgio Gabrielli de que a corrupção era atitude individual de diretores da Petrobras e que era impossível saber disso. Luiz Sérgio pediu ainda que Duque comentasse a afirmação de Barusco de que a governança da Petrobras era boa.

Depois de quinze minutos de interrogatório, o deputado José Carlos Araújo (PSD-BA) sugeriu ao relator que as negativas do interrogado fossem consideradas confissões de culpa. O presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que não poderia interferir nas perguntas do relator.

O presidente da CPI leu para os membros da comissão o trecho da Constituição (artigo 5º) que garante aos acusados o direito de permanecerem calados.

A CPI continua reunida no plenário 2.

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