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Resenha – Confúcio e a demissão dos vigilantes

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Temor

Embora desnecessária, a reação do senador Ivo K-Sol (PP), através de uma nota oficial contra a possibilidade de perder o mandato para a ex-senadora petista Fátima Cleide, revelou o temor de mais um revés judicial nas cortes superiores. Em julgamento no STF, K-Sol foi condenado e aguarda apenas o trânsito em julgado para a perda do mandato. Nesse caso, quem assume é o primeiro suplente, Reditário K-Sol.

Abuso

A ação movida pelos petistas contra a diplomação de K-Sol recebeu parecer favorável do Ministério Público Eleitoral por supostamente infringir a lei eleitoral durante um culto que reuniu milhares de eleitores em Rolim de Moura para ouvir o pastor multimilionário Valdomiro Santiago. No meio da pregação o pastor chamou o então candidato a senador ao palco para que fosse ovacionado pelos fiéis. Um abuso que a lei veda. O processo segue para votação no plenário do TSE. Confirmando a condenação, assume o segundo mais votado das eleições de 2010, Fátima Cleide.

Retaliação

Depois que assumiu publicamente a pré-candidatura à reeleição, Confúcio Moura (PMDB) passou a adotar uma postura mais agressiva em relação aos seus opositores. Durante uma entrevista numa emissora de rádio em Jaru reconheceu que decidiu romper contrato com uma empresa de vigilância particular para atingir um adversário.

Alvo

Independente de ter sido a decisão do governador acertada ou não para o cofre estadual, Confúcio Moura esqueceu que o rompimento do contrato de vigilância significou a demissão de mais de dois mil pais de família, além de reiterados furtos nas escolas estaduais. Portanto, o alvo do ato retaliatório do governador recaiu sobre a parte mais frágil: os vigilantes.

Sujeira

O lamaçal começa a aparecer na medida em que as águas do rio Madeira vão retornando ao nível normal. Como há uma desconfiança generalizada da população em relação à competência da administração municipal da capital em limpar as vias da cidade, é preciso muita paciência até que a sujeira seja retirada.

Voto

Ninguém aposta no pior melhor, nem que a administração de Mauro Nazif naufrague na própria inércia. Como a municipalidade adquiriu dezenas de máquinas pesadas, esta coluna empenha seu voto de confiança para que o prefeito possa trabalhar, mesmo desconfiando que seja um voto inútil, já que os auxiliares não foram trocados.

PAS

Nada contra a empresa contratada por Mauro Nazif para desenvolver projetos de interesse do município de Porto Velho pela bagatela de 20 milhões de reais. O que intriga é a amplitude dos serviços altamente especializados que são oferecidos pela empresa, que vão de ramos tão diversos e complexos provocando desconfianças. Como possui endereço em Ji-Paraná, é fácil verificar se as instalações são compatíveis com as especialidades oferecidas, assim como o corpo técnico. Por coincidência a matriz está na mesma cidade administrada por um prefeito do partido de Nazif.

Sinal

Após doze anos o eleitor começa a dar sinais de exaustão com o modo de administrar do petismo. Embora o país conte com uma oposição débil e sem uma proposta exequível que sinalize algo melhor do que está aí, a campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff tende a ser a mais complicada desde que os petistas se apearam no poder central. Nenhuma CPI será capaz de derrotar a presidente, mas a economia pode fazer um estrago enorme. E os sinais emitidos pelos índices econômicos são tenebrosos. Se a inflação subir, a presidente cai. Do contrário, ganha mais quatro anos.

Vai e vem

Quem tem o cuidado de verificar no site do TSE as empresas que contribuíram com os partidos e os nobres congressistas nas eleições nacionais passadas deduzirá que a CPI da Petrobras foi criada apenas para sangrar a presidente e não pretende aprofundar as investigações. A empresa doa com uma mão, e toma de volta com a mão aliada.

Natimorta

Muitas das empresas que venceram contratos com a Petrobras são as mesmas doadoras das campanhas estaduais e nacional. Exceto os partidos sem influência nas arcas estatais, não há um que tenha deixado de se beneficiar com a grana que irriga os cofres das empreiteiras. É uma CPI natimorta. Muito barulho para pouco resultado.

Mentirosos

A Suprema Corte dos Estados Unidos fará audiência de um processo em que terá de decidir se estados podem ou não criminalizar mentiras em campanhas políticas. A suprema corte vai julgar especificamente uma lei de Ohio que criminaliza “mentiras deliberadas” por candidatos a cargos eletivos. Dificilmente sobraria um único político caso uma lei idêntica fosse instituída no Brasil.

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