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Resenha – Explicações sobre a vigilância eletrônica nas escolas

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Críticas

Na última coluna tecemos críticas acerbas em relação à suspensão do contrato entre o Governo de Rondônia e a empresa de vigilância armada. Alegando economia o governo optou pela vigilância eletrônica das escolas o que gerou as críticas em razão da fragilidade do sistema em conter os furtos. Chegamos a tachar de asneira a ideia da troca.

Explicações

As nossas críticas motivaram uma ligação do Secretário de Estado da Educação, Emerson Castro, a este cabeça chata que detalhou minuciosamente as vantagens da troca da vigilância armada pela eletrônica, assim como desmistificou as constantes reportagens dos prejuízos provocados pela suposta fragilidade do sistema.

Credibilidade

Por se tratar de um gestor que goza de credibilidade junto à coluna e sempre honrou os cargos que exerceu, passamos a relatar e analisar as explicações enviadas pela assessoria de imprensa da Seduc.

Gastos

O contrato com empresas de vigilância representava cerca de R$ 140 mil diários aos cofres do Estado. Já o custo para reposição do material, recuperação de patrimônio nas escolas vítimas de furtos é de R$ 90 mil. Até o final do contrato com as empresas de vigilância, em outubro passado, houve cerca de 40 furtos em escolas.

Economia

Os números acima comparados revelam que os gastos com o sistema de vigilância armada é muito maior do que os eventuais prejuízos com furtos depois que o sistema eletrônico foi adotado. Portanto, por si só o eletrônico é menos oneroso para os cofres públicos.

Figuração

O contrato entre o estado e a empresa de vigilância armada era apenas de guarda patrimonial – o vigilante não tinha entre suas funções, por exemplo, intervir em brigas entre alunos. Também não prestava serviço de segurança pública quando servidores e alunos saíam da escola para ir para suas casas. Sua ação era restrita à guarda patrimonial das escolas.

Ajuste

O contrato sangrava os cofres públicos e comprometia avanços na qualidade do ensino, na qualidade da educação. O ajuste requerido pelo TCE no edital de licitação para a contratação do serviço de monitoramento eletrônico está sendo executado. Isso é fundamental porque também foi motivo de duras críticas na mídia.

Providências

Para coibir novos furtos a Seduc está adotando medidas eficazes para resguardar o patrimônio das escolas como a contratação de seguro, patrulha escolar, entre outras. De acordo com Emerson Castro, a exemplo de Rondônia, vários estados também optaram por trocar a segurança armada por eletrônica que, além da economia, pôs fim a eventuais suspeitas de malfeitos registrados nos estados.

Percepção

Avaliando cuidadosamente as explicações dadas pelo secretário é possível deduzir que o sistema eletrônico adotado não foi uma ideia de jerico como a coluna tascou. Ao contrário, foi vantajoso para o erário. Serve de exemplo também para que o autor da coluna não escreva asneira antes de checar as informações para evitar injustiças. Como diria o mestre Paulo Queiroz: prego batido, ponta virada.

Zona

Um grupo de vereadores anunciou que vai votar contra a malfadada da reintrodução na capital da taxa de estacionamento denominado zona azul. Há quem defenda a excrescência. Nada obsta, mas quem visita os principais centro do país a exemplo do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Fortaleza ou Recife verifica que a zona foi substituída por estacionamentos privados (todos licitados) com instalações adequadas e responsabilidade civil com o patrimônio de outrem. Bem diferente da excrescência que o prefeito Mauro Nazif e auxiliares querem criar.

Ação

A administração de Mauro Nazif é tão medíocre que onze meses depois da posse a única polêmica relacionada a uma ação administrativa é exatamente a criação de um tributo para encher as arcas do município. Não há nada impactante para minimizar o sofrimento dos munícipes.

Competência

Cada temporal que cai sobre a cidade o trânsito piora e as ruas alagam. Nadar em Porto Velho pode virar uma necessidade. O prefeito garantiu que o irmão seria o melhor secretário de obras desde a criação do município. Imagino como estaríamos se ele fosse o pior…

Sufoco

A queda nas receitas dos municípios está jogando na lona prefeitos que gozavam de boa reputação na gestão pública. Com poucos recursos falta grana para investimentos, obrigando alguns alcaides recorrer as demissões para evitar atrasos salariais. Há também falta de competência da maioria para administrar a crise e buscar alternativas que visem a melhoria da qualidade de vida da população. Auditar os contratos com fornecedores e terceirizados pode render mais economia. Basta querer.

Campeão

Peço permissão aos leitores sofredores que torcem para um time qualquer e fazer uma corrente positiva para o grande jogo da quarta-feira, onde o Flamengo pode voltar aos dias de glória e ser campeão. Aos que vão à segunda divisão, tchau!

Robson Oliveira

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