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Resenha – Jaqueline Cassol faz périplo nos meios de comunicação

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Rejeição

Mesmo o PMDB dando como definitivo o apoio do PT a pré-candidatura de Confúcio Moura a reeleição, na página do facebook do deputado federal Padre Ton (PT) havia uma sintomática mensagem de que não concordava em apoiar o governador. Dias atrás o vigário adiantou e disse que preferiria retornar a celebrar missa a apoiar Moura. Apesar das resistências os petistas vão ser compelidos a se ajoelhar no palanque peemedebista. Inclusive o padre.

Périplo

Durante toda a semana a irmã do senador Ivo K-Sol, Jaqueline K-Sol, fez um périplo nos meios de comunicação social da capital para anunciar a postulação ao Governo de Rondônia pelo PR. Ela aposta na ajuda do irmão senador para reunir no projeto o Partido Progressista e ajudar na difícil tarefa de colocar um da família de volta ao palácio Presidente Vargas.

Mentecapta

Exceto o sobrenome amplamente conhecido no estado, não há registros na política de que Jaqueline K-Sol tenha experiência suficiente para governar os destinos dos rondonienses nem que seja capaz de administrar as crises institucionais que eventualmente surgem. Isso não significa que seja uma mentecapta, ao contrário, é bem articulada nas palavras e sabe alfinetar com precisão cirúrgica os adversários. O problema é que se apresenta apenas como continuação do irmão ex-governador e não demonstra conhecimento sobre os números que afetam os problemas crônicos do estado. Exceto aquela lorota de que vai fazer da educação, saúde e segurança uma ‘Escandinávia brasileira’. Apesar das debilidades, tem todo o direito de se candidatar ao cargo maior de Rondônia.

Justificativa

Ao invés de explicar quais as principais metas que defende para melhorar a vida dos rondonienses e alavancar a economia estadual, a irmã do senador (Jaqueline) ocupou a maior parte do tempo para justificar que não tem nenhuma responsabilidade com o brutal assassinato da jovem Naiara, ex-funcionária de uma boutique de propriedade da pré-candidata. Quem assistiu à entrevista dada ao jornalista Léo Ladeia, da TV Candelária, percebeu a preocupação política ao abordar o crime bárbaro – apesar do jornalista tratar o assunto como vilania.

Crime virtual

Embora não haja nenhuma investigação oficial apontando Jaqueline com mentora do assassinato de Naiara, nas redes sociais são recorrentes as ilações ligando-a à cena do crime. Ilações que ela repele e promete buscar reparações. O difícil vai ser evitar que o assunto retorne à cena eleitoral numa campanha onde as mídias sociais vão virar campo de batalha e as ferramentas utilizadas são capazes de camuflar os mentores dos crimes eleitorais a serem perpetrados.

Nó cego

Atados a um nó político dado pelo senador Ivo K-Sol, o Partido Progressista vai à convenção, nesta segunda-feira, dividido entre apoiar a postulação ao Governo de Rondônia do inexpressivo (eleitoralmente) deputado estadual Maurão de Carvalho ou aprovar o apoio à pré-candidata do PR, Jaqueline K-Sol, irmã que Ivo ungiu emergencialmente para manter o sobrenome familiar na disputa. Nos bastidores há quem aposte que o senador anuncie a própria candidatura nos instantes finais das convenções. O problema é ele desatar o nó dado pelo STF em sua elegibilidade, algo que, nas hostes forenses, seja improvável. O PP esta preso a um nó cego. Literalmente!

Rondando

Maurão de Carvalho (PP) foi surpreendido ontem entabulando conversas com o PMDB e pode embarcar na nau governista caso seja vetada pelo PP a pretensão de homologar a candidatura ao Governo de Rondônia.  Navegar em águas turvas parece que é a sina do parlamentar nestas eleições.

Paternidade

A iniciativa do Estado de Rondônia em requerer junto ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da retenção de parte das parcelas dos fundos constitucionais de Rondônia para a quitação da dívida do Beron merece aplausos. Foi uma boa iniciativa aproveitar o fato dos prejuízos causados pelas enchentes para sustar esta sangria. Os governistas, por cautela, não podem sair por aí alardeando a paternidade da ação, pois esta questão foi parar no STF depois que o ex-senador Expedito Junior decidiu encarar o governo federal da tribuna do Senado Federal com posições fortes para que a dívida deixasse de ser cobrada. Na época poucos acreditavam em um resultado positivo.

Introspecção

Quanto será que custa a eleição de um deputado estadual para a presidência do Poder Legislativo? Antes das eleições, muitos já se habilitam para presidir a ALE no próximo biênio. Quatro, dos que presidiram, devem se arrepender do dia em que bancaram a própria ascensão. Dois já estão batendo badeco.

Joio

Mesmo com as contas reprovadas junto ao Tribunal de Contas do Estado o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), ainda não está inelegível como se comemorou por aí. Da decisão, ainda cabem embargos declaratórios e pedido de reconsideração. Enquanto o processo não transitar em julgado no âmbito do TCE, o ex-prefeito continua com seus diretos políticos plenamente aptos a pleitear uma candidatura. Caberá ao eleitor avaliar se ele merece outra chance e separar o joio do trigo.

Registros

A partir de sábado, dia 5, as atenções políticas vão se voltar para o Tribunal Regional Eleitoral quando a corte eleitoral começará a julgar os pedidos dos registros das candidaturas dos postulantes aos cargos eletivos homologados nas respectivas convenções. Quem não passar no exame jurídico local terá a chance de reverter a situação junto ao Tribunal Superior Eleitoral. No TSE os julgamentos dos casos mais emblemáticos vão ser rápidos. É o que promete seu presidente, o ministro Dias Toffoli.

 

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