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Resenha: Partidos preparam “chapão” para câmara federal

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Chapão

Os pedetistas, petebistas e demos estão condicionando o apoio à chapa majoritária de reeleição da pré-candidatura de Confúcio Moura à coligação na proporcional para a Câmara Federal. O chapão garante aos donatários dessas legendas a eleição para deputado federal e impede que as vagas sejam renovadas por candidatos noviços.

Tulha

Os prováveis nomes relacionados pelo PMDB para a Câmara Federal são contra a proposta de chapão. Estão corretos porque se a legenda se coligar na proporcional com o PTB, PDT e DEMO, por exemplo, possivelmente Nilton Capixaba (PTB), Marcos Rogério (PDT) e José Bianco (Demo) ocupem de saída três das oito vagas disponíveis. Uma vaga fica com Marinha Raupp (PMDB) com chances de ser pela terceira vez a mais votada, o que diminuiriam as probabilidades dos novos filiados que ingressaram no PMDB de olho na tulha eleitoral da deputada peemedebista, e com a promessa de que a legenda sairia para a Câmara Federal com nominata própria.

Cálculo

Exceto os palacianos, por razões óbvias, os peemedebistas de juízo descartam o chapão para nominata de deputado federal porque sabem que não precisam dos votos dos concorrentes petebistas, pedetistas e demos para alcançar o coeficiente eleitoral e abocanhar três das oitos vagas para o partido. Coligados, somente Marinha Raupp consegue a eleição. Todos sabem fazer cálculo e não há nenhum bobo nesta seara. O chapão é uma invenção de quem não tem votos suficientes para garantir o pleito sem ajuda de uma legenda acessória.

Sobrenome

Embora o PP do senador Ivo K-Sol não disponha de um candidato consistente para a sucessão estadual, o nome da esposa, Dona Ivone, é uma alternativa da família para a disputa pela vaga ao Senado Federal. O sobrenome do senador provoca ira aos desafetos e paixões aos correligionários. Mensurando as emoções, o saldo eleitoral é positivo. Caso decida encarar as urnas o senador dificilmente deixará de colocar o sobrenome no quadrinho para o Senado. Portanto, Dona Ivone pode entornar o caldo eleitoral dificultando a vida de Acir Gurgacz.

Inconfessável

Mesmo com petistas demonizando a aproximação de Padre Ton com Ivo K-Sol, as tratativas de apoios entre os dois cardeais partidários estão bem adiantadas. Eles não confessam, mas um está de olho no rebanho do outro. E no dízimo da campanha.

Diamantes

A operação policial ‘Lava Jato’ que culminou com a prisão de um ex-diretor da Petrobras e do maior doleiro do país, Alberto Yousseff, acaba de que encontrar seus tentáculos em Rondônia. Interceptações telefônicas indicam que provavelmente o doleiro estaria articulando uma cooperativa garimpeira para ajudar no contrabando dos diamantes da reserva Cinta Larga, em Espigão do Oeste. Relações de empresários e políticos locais estão sendo averiguadas com as suspeitas.

Silêncio

É curioso o comportamento silencioso adotado pelas empresas responsáveis pela construção das usinas sobre a suposta propina destinada a corromper deputados estaduais para que votassem uma lei de isenção fiscal. O assunto veio a público depois que o ex-deputado Valter Araújo teria feito revelações comprometedoras ao Ministério Público Federal. A defesa do parlamentar negou a delação premiada, mas não desmentiu a conversa entre o ex-parlamentar e o procurador onde a caguetagem foi relatada amiúde.

Retornando

A maioria dos moradores do Baixo Madeira está retornando as suas casas, ou ao que restou delas, porque não querem esperar por uma solução definitiva da prefeitura municipal. Desconfiam que as obras de edificação das novas residências prometidas pelo prefeito da capital não fiquem prontas no prazo anunciado, obrigando as famílias a permanecer desconfortavelmente acampadas nas barracas. Com o verão anunciando temperaturas altas, preferem passar desconfortos em casa à humilhação oferecida pela municipalidade.

Desconfiança

Os desabrigados desconfiam também da lerdeza municipal e sabem que longe dos holofotes da mídia dificilmente a prefeitura vai cumprir as promessas. Exemplo de obras inacabadas e ruas esburacadas não faltam para confirmar a desconfiança. Assim é melhor retornarem as suas localidades e contar com a ajuda dos amigos e familiares para recomeçarem a vida.

Promessa

A prefeitura de Porto Velho promete relocar as famílias afetadas pelas enchentes no distrito e São Carlos em outro local próximo ao atual povoado. As lideranças dos desabrigados são favoráveis à proposta. O problema é que a municipalidade não dispõe sequer de área para construir o novo distrito e promete novas residências sem apresentar sequer o projeto. Daí toda desconfiança.

Barbárie

São repugnantes as cenas de um linchamento da mulher na cidade do Guarujá, em São Paulo. Não apenas por ela ser inocente, mas pela forma primitiva como algumas pessoas vem utilizando para fazer justiçamento com as próprias mãos. Os mesmo cretinos que teceram loas a uma jornalista do SBT que defendeu ao vivo este tipo de barbárie são os mesmos que agora estão consternados com o crime paulista. É o retorno as cavernas.

Segurança

Não passou despercebido da imprensa o número exagerado de policiais que deram segurança ao governador durante um evento em uma empresa privada em Ji-Paraná. O intrigante é que o reforço se deu num evento patronal em comemoração no dia do trabalhador, razão pela qual deduz-se os motivos do aparato utilizado com o contingente da COE.

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