Resenha – Petistas vão ser obrigados a desistir de disputar governos

Compensação

Ninguém leva a sério as ameaças do líder do PMDB da Câmara Federal, Eduardo Cunha, de rompimento com a pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT). Porém, as ameaças de montar barricas nas votações da Câmara Federal feitas pelo líder podem impor ao Governo Federal derrotas importantes e expor a presidenta a desgastes políticos. Os parlamentares insurretos do PMDB vão obrigar a direção nacional do PT a compensar as eventuais perdas de cargos com apoio nos estados.

Prioridade

Como a prioridade petista é fortalecer a pré-candidatura de Dilma Rousseff, muitos petistas vão ser obrigados a desistir de disputar governos estaduais para apoiar os candidatos onde o PMDB possui nomes competitivos. Nas primeiras conversas a presidenta sinalizou que em Rondônia o PT e o PMDB podem se coligar. O único problema a ser removido pelos peemedebistas é a falta de vontade de Confúcio Moura de disputar mais um mandato.

Conjecturando

Caso o atual governador desista da reeleição, os aliados do PMDB podem convencer o senador Acir Gurgacz (PDT) a substituí-lo, conforme a imprensa especulou no final de semana. O assunto já foi objeto de avaliação entre os principais caciques das duas agremiações partidárias, mais de uma vez. Caso o PT seja obrigado a se unir aos dois, montam uma chapa consistente. Nada é definitivo e muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. Por enquanto, tudo são conversas e muita conjectura.

Ninho

Enquanto todos aguardam uma definição dos principais partidos, os tucanos não possuem nenhuma dúvida quanto ao favoritismo interno do seu principal líder, ex-senador Expedito Júnior, para encabeçar uma chapa. O PSDB dialoga com o PSD e o DEM para que se aninhem numa mesma coligação.

Destro

Os movimentos ligados os direitos humanos do PDT protestaram contra o apoio do deputado federal Marcos Rogério ao deputado carioca linha dura, capitão Jair Bolssonaro, para presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal. O parlamentar rondoniense é filiado ao PDT, legenda historicamente contrária aos militares da direita, desde os tempos de Leonel Brizola. Aliás, ninguém entendeu a guinada à direita de Marcos Rogério.

Reserva

Há um exagero na discussão sobre a eventual abertura da BR 421 – aquela que corta uma área de preservação em terras indígenas que liga  Guajará-Mirim e Nova Mamoré a BR 364 – por parte dos envolvidos na questão. O momento é crítico para as populações, inclusive indígenas, que estão isoladas por terra com risco de prejuízos irreparáveis. Nesse sentido não é absurdo abrir temporariamente a 421 para que as pessoas (seja índio ou não) possam ser assistidas dignamente. Absurdo é tratar uma questão de humanidade apenas sob a ótica da vedação jurídica.

Cautelas

No entanto, é preciso cautelas sobre a 421 porque há setores que estão aproveitando o estado de calamidade que assolam os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré para pressionar a abertura definitiva ao arrepio da legislação. Se querem a estrada aberta definitivamente e disponível para que seja transitada livremente que mudem a lei.  Caso contrário, é chover no molhado.

Fraude

O Ministério Público Federal decidiu instaurar um inquérito civil para apurar eventuais fraudes de empresas transportadoras que estariam prestando declarações incompletas sobre o pesos dos produtos constantes nas notas fiscais. O número de carretas e o sobrepeso que carregam são os principais problemas que causam danos na BR 364. O MPF vai avaliar também se a quantidade de balanças é suficiente para coibir as supostas fraudes. Uma medida acertada já que as suspeitas de fraudes nesse ramo de atividade são enormes.

Anos de chumbo

Não são poucas as mensagens postadas nas redes sociais pelas ‘viúvas’ do atraso pedindo uma intervenção militar na ordem constitucional e a instalação de uma ditadura. Muitos sequer conhecem a história e não sabem que foram nos anos de chumbo que a censura, tortura e o atraso intelectual impôs aos brasileiros tempos terríveis. Aliás, segundo a carta magna, atentar contra o estado de Direito é crime lesa pátria.

Injúria

Todos sabem que as redes sociais é um território livre e veio pra revolucionar a comunicação. Mas nem todos sabem (deveriam saber) que mensagens que atentam contra a dignidade e honra alheia são passíveis de reparação civil e criminal. Já começaram a ser monitoradas essas ferramentas (em especial o facebook) e muita gente vai ser responsabilizada pelas incontinências verbais. Quem avisa amigo é.

Sinal

Depois das chuvas o verão. É sinal também de temperatura elevada em Rondônia, em especial para os prefeitos que andam enrolados nos malfeitos. A qualquer momento alguns vão ser surpreendidos nas primeiras horas da matina com visitas indesejáveis. Olho vivo!

Isonomia

Um delegado enviou email a coluna com a informação da disparidade salarial entre outras categorias com a mesma formação em Rondônia. Por exemplo, vinte anos atrás o poder aquisitivo da categoria era o dobro do atual e quase a mesma remuneração dos membros do MP. Hoje os delegados ganham menos da metade do MP e menos do que um defensor público. Como é uma profissão tão essencial quantos as duas outras a disparidade é absurda e mereceria ser tratada com isonomia. Com  a palavra o Governo.

Termópilas

Embora muitos apostassem na anulação a operação policial que causou mais polêmica e acusações para todos os lados continua surtindo os efeitos.  Na Assembleia Legislativa parlamentares voltam a berlinda com o final da apuração da Comissão de Ética. Na Justiça Eleitoral uma parlamentar subiu ao cadafalso ( a tendência é que outros sigam o mesmo caminho) e no Tribunal de Justiça a querela anda a passos longos. À propósito, vem novas novidades por ai.

Abacaxi

Desde que assumiu a prefeitura de Ouro Preto do Oeste, em substituição ao alcaide licenciado misteriosamente Alex Testone, a prefeita em exercício Joselita Araújo está perdida sem saber o que fazer com a quantidade de credores e dívidas acumuladas pela municipalidade. Ainda vai ser obrigada a prestar contas de obras que sequer sabe como foram executadas. Pense num abacaxi.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário