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Resenha Política – Robson Oliveira

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Mordaça

Inúmeros jornalistas e veículos de comunicação estão sendo notificados para se defender junto à justiça eleitoral por supostos ilícitos que a rigor não cometeram. Ao publicar as movimentações das pré-candidaturas que antecederam as convenções, o MPE – Ministério Público Eleitoral – entendeu que os repórteres políticos e os veículos cometeram irregularidade e está requerendo pesadas multas a quem apenas narrou os fatos políticos.

Excedendo

A proponderar o entendimento ministerial local, os profissionais que cobrem a área estarão amordaçados e deveriam mudar de profissão ou publicar receita de bolo, conforme ocorria nos tempos de chumbo quando várias instituições se curvaram inertes ao poder central. Nunca os veículos deixaram de abrir seus espaços para que as instituições responsáveis pelas eleições falassem com a população, mas tentam garrotear quem trabalha com afinco e correção ao apurar fatos para levá-los aos seus leitores. Eventuais desvios devem mesmo ser combatidos. O que não pode é excesso no depenho do seu mister: nem de um nem do outro.

Transparência

Uma eleição transparente só é possível com a imprensa livre. Não há nas notificações emitidas aos jornalistas até o momento, a nosso ver, nenhuma campanha direta ou dissimulada em favor ou contrária a alguém. Há críticas às condutas de alguns postulantes, o que é perfeitamente normal e fundamental para um processo transparente. Particularmente num estado onde a classe política é habitué das crônicas policiais. Muitos deles estão tentando a chancela judicial para impedir que suas fichas sejam expostas nas manchetes.

Barrigada

Numa coluna passada erramos de forma amadora quando trocamos os nomes das candidatas a deputada estadual Rosana Donadon e Rosana Cipriano. São pessoas distintas e disputam uma vaga na Assembleia Legislativa por coligações concorrentes. Informamos que a Cipriano havia trocado o nome para evitar o Donadon. Errado, dei uma boba barrigada e as duas disputam com os respectivos nomes de RG. Razão pela qual somos obrigados a pedir escusas.

Geni

Os partidos políticos, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Datafolha, são as instituições mais desmoralizadas junto aos eleitores brasileiros. A pesquisa comprova que as repetições dos malfeitos envolvendo políticos e o ‘Caso Mensalão’ contribuem para que partidos e dirigentes sejam apontados como os principais responsáveis pela desmoralização política e pela incredulidade das pessoas nas instituições. Uma pena para a democracia que depende muito de instituições sólidas e fortes. Embora não seja o fim do desenho do cenário político brasileiro.

DNA

Deduções feitas na imprensa local sobre eventuais operações policiais provocaram um congestionamento na minha caixa postal perguntando detalhes mais concretos do que está para acontecer. Claro que a coluna não sabe nem tem como saber detalhes de supostas investigações sigilosas em andamento. No entanto, para qualquer profissional acostumando lidar com fatos políticos de natureza complexa, basta juntar uma informação solta com um verbo mal conjugado de um agente público mais afoito para concluir que algo está para explodir. Nenhum articulista precisa possuir dons premonitórios para deduzir que a cada legislatura as criaturas eleitas conseguem ser pior àquelas que sucederam. Está no DNA. Portanto, Bummmmmm!!!!

Capitania

Falando em DNA, o senador Ivo K-Sol foi a tribuna do Senado Federal para anunciar o afastamento das funções para coordenar a campanha eleitoral da irmã caçula ao Governo de Rondônia. Deu a entender que para administrar o estado o governante necessita impreterivelmente possuir o DNA K-SOL. Quem estava presenta ao plenário da Casa Maior do Congresso Nacional caiu nas gargalhadas. Da última vez que um membro da família (Reditário) discursou no mesmo plenário, ao defender açoitamento público em ‘ladão de galinha’, os senadores fizeram piadas dos eleitores rondonienses. Embora não sejamos uma capitania hereditária.

TRE

O Tribunal Regional Eleitoral deverá começar a pautar na próxima semana os pedidos dos registros dos candidatos ao Governo de Rondônia. Não há justificativa para procrastinar processos prontos para entrar na pauta independente da complexidade ou natureza. A corte tem sinalizado que pretende dar celeridade aos julgamentos e as movimentações processuais comprovam o sinal.

Pindaíba

Pelas queixas dos candidatos, cabos eleitorais e prestadores de serviços das campanhas, esta tem tudo para ser ‘franciscana’. Poucos comitês foram abertos e quase ninguém está conseguindo arrecadar recursos para as respectivas campanhas. Reflexos das recentes operações policiais que expuseram as principais empresas patrocinadoras ao alcance da lei. A pindaíba é enorme. Muita gente vai ficar de mãos vazias já que as operações vão continuar.

Manobra

Mesmo com os desabrigados abandonados a própria sorte e sem uma assistência digna para minimizar os prejuízos sofridos com as enchentes, o Governo do Estado requereu ao Tribunal Regional Eleitoral autorização para contratar propaganda. Melhor seria destinar o dinheirama aos desabrigados que necessitam ajuda. Ademais, a melhor propaganda é aquela da rádio corredor (boca em boca), e uma ação afirmativa do governo, renderia melhores frutos. O pedido esconde em sua gênese o objetivo de driblar a lei.

UNIR

Na última coluna narrei os transtorno sofridos por um jovem que conseguiu se classificar através do exame do ENEM para cursar Direito na UNIR, mas foi obrigado a ingressar na justiça para garantir a matrícula porque apareceu um dia depois do novo calendário modificado sem que tenha sido dada a ampla divulgação. Com o Mandato de Segurança em mãos, o jovem pegou um ônibus da capital (onde reside) com destino a Cacoal para confirmar a matrícula – já que passou para o campus do interior. Depois de viajar uma noite inteira foi impedido de fazê-la porque o burocrata informou que não havia sido notificado. O jovem argumentou que estava com uma cópia do MS e pediu para que ele próprio (servidor da universidade) acessasse o site da Justiça Federal para que confirmasse. Intransigente o servidor da UNIR disse não. Um problema fácil de resolver administrativamente que dispensava mover o aparelho judicial para que um direito líquido e certo fosse respeitado.

Intolerante

Há um equívoco nas gestões das IFES quando acham que autonomia universitária está acima das garantias constitucionais. Não satisfeito com os transtornos provocados ao jovem ainda debochou da decisão judicial. Não é de hoje que a Unir frequenta as páginas policiais por debochar com a lei. Não adiantou sequer a intervenção de um assessor da reitora que gentilmente entrou em contato com o campus cacoalense para resolver o impasse. Como a direção daquele campus não é alinhada com as diretrizes políticas da reitoria, sobrou para o rapaz a intolerância do burocrata. Autonomia não é sinônimo de autoritarismo.

Anão

Quando a gente pensa que o que está ruim, pior não pode ficar. Aí é que fica mesmo. É o caso do retorno de Dunga para dirigir a seleção brasileira. Como a copa é de quatro em quatro anos, haverá tempo para Dunga ser dispensado mais uma vez e voltar aos braços de Branca de Neve. Graças a Deus que não foi contratado pelo meu Flamengo que anda ruim das pernas e não tem como ficar pior.

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