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Resistência do cérebro ao estresse previne o Alzheimer

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A resistência do cérebro ao estresse serve para conservar a capacidade cognitiva e evita o envelhecimento dos neurônios e o desenvolvimento de Alzheimer ou demência, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 19, na revista Nature.

Uma equipe de cientistas liderada por Tao Lu, do departamento de Genética da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou a composição de mostras de cérebros de pessoas mortas que haviam se submetido em vida a avaliações neuropsiquiátricas. A experiência permitiu observar o “papel determinante” que tem uma proteína chamada REST para prevenir essas doenças neurodegenerativas de causas desconhecidas.

Segundo o estudo, essa proteína apenas está presente no núcleo dos neurônios dos jovens, enquanto aparece em grande proporção no cérebro das pessoas mais velhas saudáveis. Os cientistas descobriram, também, que a proteína REST está ausente nos neurônios das pessoas com Alzheimer – o tipo mais comum de demência senil caracterizado principalmente pela perda progressiva de memória – e de outras demências.

A função dessa proteína é anular “os genes que provocam a morte das células por envelhecimento e o consequente desenvolvimento de Alzheimer” assim como induzir a resistência do cérebro ao estresse, motivo pelo qual as pessoas que não têm essa proteína são mais propensas a desenvolver essas enfermidades. “O desaparecimento de REST no cérebro produz uma neurodegeneração e morte das células por envelhecimento”, destaca o estudo.

Os níveis da proteína REST no cérebro permite explicar, segundo o estudo, “por que algumas pessoas mais velhas têm suas funções cognitivas intactas, enquanto em outras essas funções se reduzem e desenvolvem demência”, enfermidade que afeta mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os pesquisadores apontaram que “os neurônios podem funcionar toda a vida, mas os mecanismos que os mantêm em funcionamento e os protegem da neurodegeneração durante o envelhecimento não são conhecidos”, ainda que disseram que a proteína REST é um deles.

Esta pesquisa pode ser útil para “desenvolver novos tratamentos contra a demência”, um mal que cada vez afeta mais pessoas por causa do aumento da expectativa de vida da população e ao maior envelhecimento, segundo as conclusões.

Fonte: Estadão

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