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Após 8 anos, UE encerra plano de resgate da Grécia

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Economia do país volta a caminhar de forma independente

Terminou nessa segunda-feira (20) o terceiro e último programa de assistência financeira da União Europeia à Grécia, que volta a caminhar com as próprias pernas após a pior crise financeira de sua história moderna.

Entre 2010 e 2018, o país recebeu 288,7 bilhões de euros em ajuda, sendo 256,6 bilhões da UE e 32,1 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que, junto com o Banco Central Europeu, formaram a famigerada “troika”.

“A conclusão do programa de estabilidade marca um momento importante para a Grécia e para a Europa”, declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, acrescentando que os gregos iniciam um “novo capítulo”.

O último programa de financiamento, de 61,9 bilhões de euros, foi assinado em julho de 2015 pelo governo de Alexis Tsipras, de esquerda, evitando a saída da Grécia da zona do euro, que, àquela altura, parecia iminente.

Em contrapartida, Atenas teve de implantar um rígido programa de austeridade, com redução de aposentadorias, aumento de impostos, corte nos gastos públicos e privatizações. Essas mesmas iniciativas haviam sido duramente criticadas por Tsipras nas eleições que o levaram ao poder, e ele teve de romper com parte de seu partido, o Syriza, para levar o programa de reformas adiante.

Entre 2010 e 2017, o crescimento da economia grega passou de -5,5% para +1,4% e de déficit de 15,1% para superávit de 0,8%. O desemprego segue alto, mas caiu para 19,5% em maio de 2018, ficando abaixo dos 20% pela primeira vez desde setembro de 2011.

Em junho passado, o Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças da zona do euro, aceitou prolongar em 10 anos o pagamento dos 110 bilhões de euros recebidos pela Grécia como empréstimo do antigo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, com uma carência extra de uma década.

No entanto, o comissário europeu para Economia, Pierre Moscovici, reconheceu que o bloco cometeu “erros” em relação à Grécia.

Embora não tenha sido específico, Moscovici afirmou que “decisões imperfeitas” prejudicaram os “cidadãos gregos”. “Mas os resultados mostram que os esforços valem a pena”, acrescentou.

Redação Painel Político
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