Comportamento

Cientistas assinalam, de novo, que o comprimento do anelar e do indicador poderia revelar a orientação sexual

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Um estudo da Universidade de Essex, no Reino Unido, concluiu que se uma mulher tem os dedos anelar e indicador com comprimentos diferente, é mais provável que seja lésbica ou bissexual. A equipe de pesquisadores, encabeçados pelo Dra. Tuesday Watts, examinou diversos casais de gêmeos idênticos em que um dos irmãos era heterossexual e outro homossexual. Os resultados demonstraram que os gêmeos homossexuais costumavam ter uma maior diferença entre o comprimento dos referido dedos, especialmente, as mulheres.

– “Como os gêmeos idênticos, que compartilham 100% de seus genes, podem diferir em suas orientações sexuais, outros fatores além da genética devem explicar estas diferenças”, disse Watts.

Entre as duplas de gêmeas idênticas estudadas, as irmãs bissexuais ou lésbicas tendiam a ter maior diferença na proporção dos dedos anelar e indicador, ainda que só na mão esquerda. Enquanto, os mesmo dedos de suas irmãs heterossexuais, pelo contrário, eram mais ou menos do mesmo tamanho.

Segundo explicam os cientistas, este fenômeno tem a ver com a exposição ao hormônio sexual masculino, testosterona, no útero, o órgão reprodutor feminino. As mulheres expostas a níveis mais altos de testosterona são mais propensas a ser bissexuais ou homossexuais.

Ainda que, à primeira vista, possa parecer uma coisa sem sentido, há dezenas de estudos com a mesma temática que chegaram a conclusões similares. A relação de comprimento entre o dedo indicando e anelar poderia servir para revelar desde nossa saúde, monogamia, ansiedade e depressão até o comportamento. Os pesquisadores da Higher School of Economics, na Rússia sugerem que o comprimento dos dedos pode predizer até a riqueza, por exemplo.

Quanto mais testosterona absorvemos no útero, mais longo é o dedo anelar com respeito ao indicador. Esta é a razão pela qual muitos homens têm o dedo anelar mais longo do que as mulheres.

Estas diferenças de tamanho guardam relação com traços humanos como a agressividade, a habilidade musical ou a orientação sexual. Também estão ligadas a problemas de saúde como depressão, infartos e câncer. E inclusive com a situação econômica.

Em um estudo, os pesquisadores analisaram dados de aproximadamente 700 homens e 900 mulheres, de 25 a 60 anos, perguntando aos voluntários sobre seus rendimentos e situação financeira. A conclusão foi que quanto maior era o salário, menor era a proporção dos dedos.

Outro estudo publicado pela Biology Letters descobriu que as mulheres expostas a mais hormônios femininos -isto é, estrógeno, progesterona-, têm mais probabilidades terem relações de longo prazo do que as mulheres expostas a mais hormônios masculinos. Em comparação com os homens, as mulheres são mais propensas a ter dedos indicadores do mesmo tamanho ou mais longo que os anelares.

Ao que parece, os homens com uma menor proporção entre seu dedo indicador e anelar têm mais probabilidades de serem bem dotados. Os pesquisadores mediram o comprimento dos órgãos de voluntários (flácido e ereto) e também os comprimentos dos dedos. Descobriram que quanto mais curto é o dedo anelar, mais longo é o pênis ereto.

Ademais a baixa exposição à testosterona no útero pode gerar suscetibilidades à ansiedade e a depressão. Em um estudo publicado em Behavioral Brain Research, Carl Pintzka, médico e pesquisador, observou que altos níveis de testosterona no útero -dedo indicador curto, dedo anelar mais longo- está relacionado com um maior risco de desenvolver doenças que são mais comuns nos homens, incluindo TDAH, Tourette e autismo. Enquanto, as doenças como a ansiedade e a depressão são mais comuns nas mulheres.

O caso é que tudo isto parece partir da simples ideia de que tais dedos sendo determinantes hormonais e das características sexuais, automaticamente tudo o que seja mais de homem vai estar mais associado ao dedo anelar mais longo e todo o que seja mais de mulher ao dedo anelar mais curto. De forma que, ao fim, pode ser apenas um sinal a mais de masculinidade ou feminidade.

Do Mdig

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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