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Sexo a três: mulheres compartilham suas histórias e opiniões sobre a prática

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Veja relatos de mulheres que nunca fariam, das que fizeram, mas não gostaram e daquelas que fizeram, adoraram e fariam de novo

São muitos os casais, as mulheres e os homens que têm fetiche em fazer famoso “ménage à trois”, também conhecido como sexo a três. Desde que com consentimento, proteção, honestidade e limites, a experiência pode ser super prazerosa para todos os envolvidos, mas também pode facilmente se tornar um desastre total.

Para casais que querem experimentar o sexo a três , a terapeuta sexual Thais Plaza ressalta a importância de saber identificar se esta é uma fantasia de ambos ou apenas de um dos dois. “O que costuma acontecer é o homem querer introduzir uma terceira mulher na relação e a companheira ceder para não perdê-lo e para satisfazê-lo, sem que isso seja necessariamente uma vontade dela – e não pode ser assim”, explica.

Inclusive, a terapeuta também critica o fato de que muitos homens querem realizar a fantasia de fazer sexo com a parceira e outra mulher, mas não aceitam quando a parceria sugere o ato envolvendo um outro homem. “Isso é machismo. Se o homem quer propor que a esposa ou a namorada transe com outra mulher, então deve lidar com naturalidade se ela disser a ele que tem a fantasia de envolver mais um homem também, ainda que os dois não interajam entre si. Ménage é ménage com duas mulheres ou dois homens”, defende.

Mas mesmo para casais em que ambos queiram experimentar o sexo a três, Thais pondera que a fantasia é muito diferente da experiência e, por isso, vale começar aos poucos. Ela recomenda, por exemplo, ir a uma casa de swing para ver outras pessoas transando, flertar e interagir com outras pessoas – tudo sem chegar nos “finalmentes”.

“Às vezes, o casal nem precisa do sexo com uma terceira pessoa para se satisfazer, só essa brincadeira já satisfaz, mas isso também podem confirmar o desejo pelo ménage. Por outro lado, se eles forem a uma casa de swing, mas sentirem ciúmes um do outro, só ficarem brigando, pode significar que não estão prontos ainda para ter essa experiência”, argumenta.

Outra dica da terapeuta é que os dois participem ativamente da escolha da “terceira pessoa” e conversem com ela antes do ato para estabelecer uma conexão e firmar os limites, ainda que a outra seja uma profissional. “O casal deve conversar entre si, estabelecer limites e palavras de segurança para que o ciúmes de um dos dois com relação ao outro não acabe estragando o momento. E a terceira pessoa tem de saber. Se todos entram sabendo até onde dá para ir, fica muito mais fácil, tranquilo e prazeroso do que ir criando limites na hora”, afirma.

Com relação a quem quer experimentar o sexo a três sendo a terceira pessoa, Thais diz que esta deve estar preparada para viver uma “aventura”. “Ela tem de entender que está chegando em um relacionamento que já existe para somar e viver uma experiência sexual, não para ter um envolvimento afetivo, nesse caso específico. Isso deve ser muito bem separado”, reforça.

Experiências e opiniões sobre o sexo a três

Antes de mergulhar de cabeça na ideia do ménage , é importante entrar em contato com outras experiências (tanto positivas quanto negativas) para descobrir que é ou não uma ideia interessante. Por isso, o Delas reuniu sete opiniões e relatos de mulheres – cujos nomes foram omitidos a pedido delas – com relação à prática; confira:

Nunca faria

“Nunca faria sexo a três. Nem sendo convidada por um casal, nem com meu namorado, nem com dois homens, nem com outra mulher. Tipo, NUNCA! Parto da teoria de que, em um ménage, alguém sempre vai acabar ganhando mais atenção. Estando em um relacionamento, tenho certeza de que ficaria insegura pelo resto da minha vida e não conseguiria viver em paz.

Participando como convidada, me sentiria mal, como se estivesse invadindo a relação de um casal, por mais que os dois estivessem de acordo. É uma coisa em que eu jamais me envolveria. Único cenário que me vejo fazendo isso seria se eu e as outras duas pessoas que fossem participar fôssemos totais desconhecidas e não tivessemos nenhum contato antes do ménage, nem depois”.

Falta entrosamento

“Tenho pensado sobre ménage porque estou em um relacionamento aberto, mas cheguei à conclusão de que não faria. Eu e meu namorado temos um entrosamento nosso no sexo porque estamos juntos já faz um tempo, e uma terceira pessoa não conseguiria se encaixar bem, talvez somente se fosse uma prostituta, mas eu não gosto da ideia de contratar uma profissional para fazer ménage com a gente.

Por isso, não faria – o que não tem nada a ver com questões de ciúmes. Como falei, acho que o entrosamento conta muito, então é praticamente impossível que em um ménage ele chegue à conclusão de que ele gosta mais da outra menina. Além disso, nós temos um combinado no nosso relacionamento de priorizar um ao outro e não terceiros, então não podemos deixar de estar com o namoradx para se encontrar com outra pessoa”.

Fiz, deu errado, mas pode dar certo

“Eu namorava há uns três ou quatro anos na época e sempre fui muito aberta com relação a isso. Eu sou bissexual e ele hétero. Nós já conhecíamos uma menina há algum tempo e o convite acabou rolando da minha parte, com ele ciente de tudo, só que ele era extremamente ciumento. Fora isso, era um relacionamento bem abusivo, coisa que eu só fui me dar conta muito tempo depois de terminarmos.

Mas, enfim, no dia nós fomos para um bar com ela, bebemos bastante e fomos para um motel depois. Só que ele começou a meio que surtar a cada interação que eu tinha com a menina. Fechava a cara, ficava p***. Ele achou que a gente ia estar lá para servir ele, sabe? Aí quando ele viu que eu também estava curtindo, começou a ficar mega incomodado com a situação, chegou ao ponto de jogar cerveja em mim para que eu parasse de interagir com ela.

Ele até disse que derrubou sem querer, mas eu vi que não tinha sido assim. Então, na hora de dormir, ele não queria que eu ficasse encostada com ela, ficou super bravo com isso. Enfim, tornou algo que era para ser prazeroso para os três em algo mega desconfortável pra nós duas.

Mas eu tenho para mim que o problema foi ELE, não o ménage em si, por isso ainda faria numa boa com meu companheiro atual. Com um casal [sendo a terceira parte] já não tenho tanta vontade, mas não digo nunca, porque sempre pode acontecer”.

Fiz, mas foi estranho

“Eu fiz sexo a três duas vezes, e as duas foram situações bem estranhas. Da primeira vez, eu fiz com uma amiga e um amigo, não tínhamos nenhum sentimento um pelo outro além da amizade. Foi legal, mas o cara ’emocionou’ e não conseguiu fazer grandes coisas.

A segunda vez foi uma situação bem chata. Essa mesma amiga estava namorando um cara fazia um tempinho e me chamou para sair com eles, mas, na hora, eu não entendi mesmo a intenção. Chegando lá, começamos a ficar todo mundo, mas, em um determinado momento, ela ficou p***, aparentemente do nada, e saiu do quarto. Bom, eu fui embora e seguimos a vida. Fiquei um tempo sem falar com ela.
Agora, somos amigas de novo, tudo normal, ela até se casou com o carinha. Enfim, nessa época eu devia ter uns 18 anos. Hoje, com 25, JAMAIS faria com um casal conhecido assim, nunca arriscaria uma amizade. Agora, entre amigos eu faria de novo, sim, acho uma experiência bacana desde que todos os envolvidos estejam 100% com a cabeça aberta e bem decididos e resolvidos”.

Fiz, mas não faria mais

“Basicamente não gostei porque não rola uma conexão com ninguém. Não rola fazer sexo mesmo com ninguém. É uma bagunça gigante, mesmo que você conheça as pessoas e a situação role de forma espontânea”.

Faço e adoro

“Eu faço sexo a três desde que tinha 17 anos e nunca tive problemas com isso. As pessoas envolvidas faziam teste de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) para a gente transar mais de boa, mas sempre com camisinha. Hoje, com 21, eu me envolvo sexualmente com um casal de amigos, fora os meus próprios relacionamentos.

Isso, para mim e para eles, é tudo bem claro e esclarecido, porque eu sou adepta do poliamor, então a gente conversa bastante sobre os limites de cada um e eu não tenho problemas em manejar os meus sentimentos. Eu sempre gostei de transar com mais de uma pessoa por que é o ‘melhor de dois mundos’ das moças bissexuais! Nunca senti nenhum tipo de ciúmes ou insegurança por que é uma intimidade tão boa, principalmente quando você se relaciona com pessoas que gosta.

Lembro que, da primeira vez que eu fiz um ménage, eu namorava um rapaz, então a gente combinou que seria apenas sexo, que não queríamos uma terceira pessoa no namoro. E, atualmente, é a mesma coisa, mas, no caso, eu sou a terceira pessoa. Acho que a parte de sexualidade e relacionamento que as pessoas mais exploram é o menáge, por que você consegue delimitar com facilidade o que é o que, se é só sexo ou não. Acrescentar uma pessoa em um namoro envolve muitas outras conversas, é muito além de sexo”.

Se organizar direitinho…

“Então, eu tive duas experiências, e ambas foram com o mesmo casal. Acho que, antes de tudo, é importante lembrar que existem duas partes nessa situação. No caso, o casal sendo uma e a terceira pessoa sendo a outra. O casal com o qual me relacionei, por sorte, são duas pessoas super tranquilas e eles têm uma confiança ENORME um no outro, então acho que isso acaba sendo um fator muito importante.

Outro ponto que acho bom ressaltar é que o convite partiu da menina, que é minha amiga, e conversamos bastante sobre o sexo a três antes de rolar. Quando aconteceu, via uma preocupação muito grande do rapaz em fazer com que ela se sentisse desejada ao mesmo tempo em que me tocava ou fazia algo que voltava a atenção dele para mim.

Eu também quis fazer com que ela fosse o centro do prazer, não ele (afinal, ela quem procurou aquilo, ela que quis, nada mais justo, não?). E foi tão bom que eles voltaram a me chamar. Mas eu aceitei pela experiência, para saber como seria. Hoje, tendo essa experiência, acredito que voltaria a fazer quando tiver um parceiro no qual confio. Mas acho que conversa aberta é a base de tudo.

Sobre essa conversa, como somos amiga, fomos muito sinceras. A primeira coisa que questionei foi como ela se sentia em relação ao sexo a três, se ela se sentia à vontade e ela disse que a vontade partiu dela, que ela tinha vontade de ter a experiência, mas também não sabia como se sentiria com aquilo.

Então eu perguntei à ela quais as coisas que fariam com que ela se sentisse incomodada, e ela dizia que o maior medo dela era se sentir excluída na relação, como se o namorado dela quisesse fazer aquilo só pra poder transar com outra mulher, em vez de um prazer que ambos compartilhassem.

Daí eu perguntei se tinha algum ato que ela gostaria que não acontecesse no sexo a três , e ela disse que se sentiria incomodada em ver o namorado dela me beijando o tempo todo. Conversamos sobre limites, sabe? Acho que mesmo tendo confiança e liberdade dentro de um relacionamento, existem coisas que podem acabar incomodando, então é melhor esclarecer”.

Fonte: delas.ig

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