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Rio Madeira sobe repentinamente e atinge casas de bairro em Porto Velho

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A subida da água foi repentina: fenômeno durou cerca de duas horas. Na noite de sábado (21), o rio alagou casas do bairro Nacional. O fenômeno (conhecido como maré) fez com que o rio subisse 20 centímetros, conforme os dados enviados por uma estação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), afetando a Zona Norte da cidade. Cerca de 170 famílias foram atingidas, entre desabrigados e desalojados. Neste domingo (22), o nível é de 16,98 metros, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Na sexta-feira (20), a cota estava em 16,78 metros.

De acordo com os moradores, o fenômeno da maré aconteceu três vezes, conforme subia, o rio descia, parando por volta das 22h. Quando o nível reduziu, os moradores se depararam com dois peixes-elétricos vivos no asfalto. Assustado, um morador matou os peixes e os jogou em uma poça d’água ao lado de uma casa.

Conforme os dados registrados por uma estação da CPRM, que fica na ponte da BR-319, a subida repentina do Madeira chegou a cerca de 20 centímetros. A Companhia não soube dizer o que pode ter causado a maré, mas deve estudar o fenômeno para verificar se aconteceu por ordem natural, com o transbordamento de algum rio, ou devido alguma operação na Usina de Santo Antônio, durante a noite do último sábado.

Atingidos
São 170 famílias da região central de Porto Velho que já precisaram migrar de suas casas para casas de parentes. Os bairros Triângulo, Balsa, São Sebastião, Baixa União, Belmont e Milagres estão parcialmente alagados. Outros pontos do Centro da capital também continuam inundados.

Na região do Baixo Madeira, do outro lado do rio, 125 famílias estão desabrigadas e foram alocadas em um abrigo provisório montado com barracas, onde estão recebendo água potável e cestas básicas.

Existem também 140 famílias que vivem no Beco do Birro e do Baixo União, no bairro Nacional, que correm o risco de ficar desabrigadas e seriam levadas para um abrigo montado na Escola Municipal Ermelindo M. Brasil, localizada em um conjunto habitacional após a ponte da BR-319. Ainda assim, os moradores desistiram de deixar os imóveis com a esperança de que o nível da água reduza.

Segundo a Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec), cerca de 20 mil pessoas podem ficar desabrigadas com a cheia do Rio Madeira, em Porto Velho, este ano. Isso porque, existem aproximadamente 4 mil famílias vivendo em áreas de risco  nas regiões central e rural da capital.

Cheia histórica
A marca histórica do Rio Madeira até o momento é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia do ano passado atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram afetadas pela enchente, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.

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