Rollemberg anuncia retomada de obras na orla do Lago Paranoá

GDF pretende instalar 6,5 km de ciclovia para unir dois parques da QL 12. Previsão é concluir os trabalhos em 2 meses; Justiça tinha barrado obras.

O governador Rodrigo Rollemberg anunciou a retomada das obras na orla do Lago Paranoá, no Distrito Federal. As intervenções se referem apenas à construção de seis quilômetros e meio de ciclovia no trecho e aborização entre o parque Asa Delta e o parque da Península dos Ministros, na QL 12 do Lago Sul. A previsão de gasto é de R$ 1 milhão.

Nesta primeira fase, não está considerada a instalação de banheiros públicos, iluminação e a construção de um deck de madeira, ou trapiche. Não há previsão para o início da segunda etapa.

As obras começaram em dezembro de 2015, mas estavam paralisadas desde março deste ano por entraves judiciais. A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em dois meses. O GDF também pretende criar dez quilômetros de ciclovia entre a Caesb e a Residência Oficial da Marinha. Neste trecho, o governo informou já ter realizado serviços de limpeza.

Pouco após a liberação da Justiça para realizar o projeto, o GDF percorreu a área para avaliar o “estrago” no período em que os trabalhos ficaram interditados. A Novacap e o Ibram, responsáveis pela execução das obras do governo e pela conservação dos parques e águas, respectivamente, informaram que não houve alterações significativas durante o período.

Segundo o Ibram, 300 mudas de plantas nativas plantadas na área foram perdidas. O GDF afirma que pretende retirar as sobras de estruturas deixadas após as desocupações.

Segundo o subsecretário de Projetos da Secretaria de Infraestrutura, Luiz Batelli, os visitantes poderão acessar a orla do lago logo após as equipes de manutenção fazerem roçagem, poda e reposição das mudas no local. “Fazendo isso, a gente torna a orla segura para frequência, porque esse é o grande objetivo. Então, a pessoa pode vir para uma contemplação. Obra é uma coisa que a gente nunca termina, né”, diz o gestor.

Algumas residências da região não foram desobstruídas porque pertencem à administração federal ou são ligadas a embaixadas, o que não dava permissão jurídica para as ações do GDF. Para manter a continuidade da ciclovia, o GDF aposta na construção dos decks. “Estamos em negociação com a Advocacia Geral da União buscando acordo com essas embaixadas que ocupam essas áreas. Mas aquelas que estão ocupadas, no momento em que a ciclovia chega nelas, nós teremos um trapiche para que a ciclovia tenha continuidade por cima do lago, ligando parques e garantindo mobilidade para pedestres e ciclistas em toda orla”, disse Rollemberg.

Sem projeto

O GDF espera lançar um edital ainda neste ano para escolher o projeto urbanístico, com a participação da comunidade. Após a aprovação, o governo deve ir em busca de uma parceria público-privada. “Isso envolve um investimento significativo. Você ter parques, jardins, equipamentos público na beira do Lago Paranoá, parquinhos, isso vai exigir grandes investimentos”, diz o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

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