Romero Jucá recua de PEC que blindava linha sucessória presidencial

Sem o tucano, o número de assinaturas seria reduzido para 27, o mínimo permitido para a tramitação da proposta. Caso outro senador retirasse seu apoio, a PEC não poderia tramitar.

Após repercussão negativa até entre os próprios parlamentares, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional de seu partido e líder do governo no Senado, decidiu retirar a tramitação de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tentava blindar os membros da linha sucessória presidencial.

A PEC foi protocolada na última quarta-feira (17) e dizia que os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam o direito de não serem investigados por eventuais crimes ocorridos antes do mandato, enquanto ocuparem o cargo.

A regra já vale atualmente para o presidente da República. Jucá disse que desistiu da PEC atendendo a pedido de Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado. Antes da retirada da tramitação, José Aníbal (PSDB-SP), disse que iria encaminharia um pedido para a Mesa Diretora do Senado para tirar sua assinatura da lista de apoios.

Sem o tucano, o número de assinaturas seria reduzido para 27, o mínimo permitido para a tramitação da proposta. Caso outro senador retirasse seu apoio, a PEC não poderia tramitar.

Hostilizado

Jucá foi hostilizado na manha de ontem (16) ao chegar no aeroporto de Boa Vista (RR) por manifestantes que apontavam seu envolvimento no esquema investigado pela Lava Jato. Eles também reclamaram da PEC da qual o senador recuou e chamaram o peemedebista de ‘pilantra’.

A versão da assessoria de Jucá é que ele foi agredido verbalmente por Jefferson Alves, candidato derrotado à Prefeitura de Boa Vista.

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