Rondônia ocupa o 2º lugar no ranking de escolas particulares fechadas em 2016

O MEC registrou em 2016, 218 fechamentos das escolas particulares só no Estado Rio de Janeiro.

Em Porto Velho, os grandes centros educacionais da capital ainda não sentem os efeitos, que é provocado em parte pela alta inadimplência e, segundo o Presidente em exercício do Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Rondônia – SINEPE/RO, o empresário Augusto Pellucio, diz ainda que: ” A tendência da migração da rede particular para a rede pública, é uma tendência que já tem acontecido nos últimos anos, e percebe-se que a cada ano a rede de ensino particular está encolhendo, o que vem gerando uma “onda” de alunos procuram cada vez mais por escolas mais baratas, até recorrerem as escolas públicas em último caso, o que vem a se concluir que é um fenômeno da crise que já vem se agravando nos últimos 3 anos”.

Fechamentos ocorreram basicamente em função da crise econômica e da queda na população jovem registrada nos últimos anos. Rondônia, apesar de não se ter registros no sindicato responsável pela categoria, ocupa o segundo lugar no ranking, os fechamentos ocorreram em função da crise econômica que deu início em 2013 e que atinge todo país.

Pellucio lembra ainda que:“Nós lamentamos muito essa situação por que o ensino particular tem o papel justamente de tirar uma “sobrecarga” do ensino público, pois as pessoas deixam de analisar o quanto que a já sobrecarregada estrutura de ensino público teria que dispor em vagas, se não fosse a atuação do ensino privado no país, deixaria todo sistema educacional praticamente inviável para o governo.”

Disse ainda que um dos grande fatores que influenciaram nos últimos 10 anos, para a evasão nas escolas públicas e principalmente as privadas foi a queda na taxa de natalidade da população brasileira o que leva a uma queda no número de jovens nascidos e consequentemente menor procura por ensino, ou seja, o Brasil tem se tornado um país com número maior de idosos do que jovens e algo precisa ser feito com urgência pra esse quadro ser revertido.”

Porém, várias escolas particulares de médio e pequeno porte no Estado se encontram sim em franco processo de encerramento de atividades, principalmente aquelas de ensino infantil e fundamental, e que se encontram no interior do Estado, onde a necessidade de conteúdo acadêmico é menos exigido, sacrificando assim os alunos mais novos que dependem mais de conteúdo didático.

Quem mais sofre com isso são as crianças menores, entre 3 a 10 anos, que em alguns casos, precisam de uma orientação mais apurada nesse período de aprendizado, e os custos atuais não estão compatíveis com as rendas das famílias de classe média.

O Censo escolar do MEC em 2015, mostrou que houve queda no número de escolas particulares em 12 Estados do país em relação a 2013.

Dentre estes 12 Estados, Rondônia pontua entre os cinco primeiros, obtendo a triste posição de segundo colocado no ranking nacional, Pernambuco – 9,36%, Rondônia – 7,92%, Pará – 6,32%, Minas Gerais – 5,49% e Rio de Janeiro – 5,31%, foram os Estados com mais número de colégios particulares fechados.

Nas grandes capitais do país, como o Rio de Janeiro, escolas centenárias, na sua maioria de cunho religioso, anunciaram o fechamento das portas em 2017 causando uma enorme tristeza entre alunos de mais de 5 gerações, é caso da Rosa Gattorno em Recife, tradicional e com mais 60 anos de existência, além de colégios centenários como o Santa Rosa de Lima, na zona sul do Rio de Janeiro e o Nossa Senhora da Piedade, na zona norte da capital carioca.

A Federação de Escolas Particulares – FENEP, informou que a crise econômica é mesmo a grande vilã desta situação que não poupou sequer a tradição e o bom nome de instituições tidas antes como inabaláveis no meio educacional.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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