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Rondônia poderá ter estaleiro na área portuária

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Na segunda-feira (28) a aeronave que transportava o presidente do Paraguai, Horácio Cartes, para uma reunião do Mercosul em Caracas, na Venezuela, fez escala técnica na Base Aérea de Porto Velho. Cartes permaneceu apenas uma hora na capital de Rondônia, mas manifestou interesse em conhecer mais detalhes sobre a economia do Estado.
Para tanto, o embaixador paraguaio no Brasil, Manuel Maria Cáceres Cardozo, ficou com a incumbência de cumprir agenda política em Porto Velho, que incluiu visita, nesta terça-feira (29), a várias instituições públicas. Um destes locais foi o porto público estadual, que em 2013 transportou 3,4 milhões de toneladas de carga (importação e exportação) pela Hidrovia do Madeira para abastecer o comércio interno e externo.

“Paraguai e Rondônia têm muitas semelhanças: grande distância dos oceanos, e desafios similares. Quero conhecer a realidade daqui e compartilhar experiências”, disse Manuel Cáceres.
Para dar uma noção sobre a história, funcionamento e peculiaridades do Porto Organizado de Porto Velho, o gerente de Fiscalização e Operações da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Edemir Brasil, realizou uma apresentação onde demonstrou quais as principais cargas transportadas, curva de crescimento da última década, perspectiva de crescimento e localização estratégica portuária.
O presidente da Soph, o engenheiro Ribamar Oliveira, enfatizou que “dentro da política de logística de transporte, Rondônia aparece como expoente promissor e atrativo para todo e qualquer país que, de alguma forma, possa ser cliente ou parceiro em transbordo de cargas. Apostamos numa parceria futura entre os dois países”.
Ribamar também falou sobre o potencial da Hidrovia do Madeira que “movimentou no ano passado cerca de 12 milhões de toneladas de carga. A tendência em 2014 é aumentar para 15 milhões”, atestou.
Após conhecer a realidade da demanda portuária de Rondônia, o embaixador paraguaio revelou que irá manter contato com empresários paraguaios que atuam na implantação de estaleiros e prospectar uma nova visita a Porto Velho.
Segundo Manuel Cáceres, o Paraguai é referência em trabalhos de construção naval. Para atender a capacidade produtiva da bacia amazônica – impulsionada pela expansão da fronteira agrícola do norte do país – ele vislumbra uma possível parceria com Rondônia a partir da implantação de estaleiros para a construção de balsas no Estado. “Isso irá fortalecer não apenas a política comercial entre Rondônia e Paraguai como todo o Mercosul”.
Fonte: Decom

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