Rondônia

Rondônia tem 10 espécies novas de plantas para serem identificadas até 2020

Rondônia tem 10 espécies novas de plantas para serem identificadas até 2020

Uma das plantas, do gênero Zygia, foi identificada no último mês de abril. Trabalho de identificação é feito pela Unir com parceria internacional.

Dez novas espécies de plantas que foram encontradas nos últimos dois anos, em Rondônia, ainda não foram identificadas. A descoberta, feita entre outubro de 2014 a junho de 2016, segundo o professor Narcisio Costa Brigio, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), é resultado do trabalho de pesquisa que vem sendo realizado em todo o Brasil pelo Inventário Florestal Nacional (IFN).

A expectativa é que as novas plantas sejam identificadas até o ano de 2020.

Narcisio Costa, que responde pelo herbário rondoniense da Unir, diz que pelo menos uma nova espécie do gênero Zygia já foi identificada no último mês de abril com apoio do Instituto de Sistemática Botânica do Jardim Botânico de Nova York.

“É uma planta da família das leguminosas, próxima ao feijão e a soja, de oito metros de altura, que foi encontrada na região de Costa Marques (RO), em 2015”, explica Narcisio Costa.

Narcisio Costa Brigio, professor da Unir, é um dos responsáveis pela catalogação das novas espécies de plantas em RO (Foto: Toni Francis/G1)

Narcisio Costa Brigio, professor da Unir, é um dos responsáveis pela catalogação das novas espécies de plantas em RO (Foto: Toni Francis/G1)

Segundo o pesquisador, o processo de identificação ainda está em andamento e levará um tempo até a nova espécie receber um nome, pois depende de confirmação da descoberta.

Durante o trabalho de pesquisa em Rondônia, de acordo com o docente, foram feitas três mil coletas de plantas que, até 2020, serão catalogadas e estudas para serem divulgadas numa série de publicações científicas sobre espécies de madeira.

“Rondônia tem 150 espécies que são endêmicas da região, então, esse estudo baliza o avanço da ação empreendedora do homem, para que áreas onde são encontradas espécies raras não sejam degradadas”, salientou.

Além das publicações científicas, no final do projeto, em 2020, deve ser realizado um workshop para reunir especialistas e profissionais envolvidos com a identificação botânica do Inventário Florestal. De acordo com informação do IFN, cerca de 80% do material coletado em campo é estéril, ou seja, estão sem frutos ou flores.

“Pela ampla dimensão do levantamento feito pelo Inventário Florestal é impossível que as equipes de campo voltem para coletar as plantas quando estão floridas ou com frutos. A época de floração é muito distinta entre as espécies e há plantas que levam mais de 40 anos para florescer”, anunciou a assessoria do IFN.

Fonte: g1/ro
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