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Rondoniense é preso nos EUA por lavagem de mais de U$ 100 milhões

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Renato Maia da Silva, Lucas Alves e o ouropretense Wesley dos Santos administravam a MAIA Consulting

Na segunda-feira (28), as autoridades anunciaram as prisões de Renato Maia da Silva, de 51 anos, Lucas Alves, de 34 anos, e o rondoniense, que morava em Ouro Preto do Oeste, Wesley dos Santos, de 33 anos, na cidade de Cinnaminson. Os três são acusados de participar em um esquema de lavagem de dinheiro que envolveu quase US$ 500 mil em espécie, 9 veículos, 3 motocicletas e 30 relógios de grife, incluindo da marca Rolex.

A investigação começou em novembro do ano passado, quando o Departamento de Polícia de Cinnaminson desconfiou de uma agência de troca de cheques, a MAIA Consulting, na Rota 130. Depois de vasculharem o escritório da empresa, um espaço alugado para armazenamento de arquivos (storage) e as residências dos 3 suspeitos, os investigadores informaram que companhias de construção em toda a Costa Leste dos EUA estavam usando a MAIA para esconder os pagamentos feitos a trabalhadores indocumentados.

Conforme o avanço das investigações, as autoridades descobriram extratos financeiros e contas bancárias de 2015. Esses arquivos revelaram que muitas pessoas utilizaram os serviços prestados pela empresa para lavar até US$ 100 milhões no que os detetives caracterizaram como “um esquema elaborado e ilegal de saque de cheques”.

Renato Maia da Silva, Lucas Alves e Wesley dos Santos são acusados de lavagem de dinheiro através da troca de cheques

Operações da empresa:

O escritório da Procuradoria do Condado de Burlington informou que a MAIA era usada na emissão de cheques para “esconder” companhias que por sua vez encobriam subcontratantes que empregavam trabalhadores ilegais e não seguiam as regulamentações trabalhistas, obrigações fiscais e a exigência de seguro. Em contrapartida, a MAIA recebia uma porcentagem dos cheques que eram sacados.

O proprietário da empresa, Renato Maia da Silva, fundou a MAIA com a ajuda dos outros réus, permitindo que eles posteriormente também se beneficiassem do esquema, segundo o escritório da Procuradoria Pública.

Especula-se que o dinheiro era depositado e sacado de contas bancárias “laranjas” para esconder a identidade dos recipientes.

As autoridades confiscaram US$ 450 mil em dinheiro, 9 veículos, incluindo um Pontiac Tempest GTO ano 1967 totalmente reformado, 3 motocicletas e 30 relógios de luxo.

“Esse não é o tipo de crime que não produz vítimas”, disse o Procurador Scott Coffina através de um comunicado. “Essas transações financeiras ilegais têm aumentado o custo das construções em nossas áreas, evitam que os vários órgãos governamentais recolham impostos e colocam em perigo os nossos trabalhadores na construção civil mais vulneráveis os quais correm risco de acidente no local de trabalho”.

Polícia desconfiou:

A fachada do prédio de 1 andar na Rota 130 não chama muito a atenção, embora estivesse instalada com câmeras de segurança de alta tecnologia. “Eles fizeram o bastante para fortificar o local e proteger contra qualquer pessoa que o invadisse (o prédio) e os roubasse”, disse Coffina.

O esquema foi descoberto por agentes do Departamento de Polícia de Cinnaminson que estiveram no prédio depois de um arrombamento, ocorrido em novembro de 2016. “Quando os policiais foram acionados, eles perceberam a quantidade incomum de dinheiro e equipamentos usados para contar notas na sede da empresa”, acrescentou.

A investigação durou aproximadamente 9 meses.

Silva, morador em Cinnaminson, é acusado de lavagem de dinheiro. Santos, morador em Palmyra, e Alves, residente em Cinnaminson, também enfrentam a mesma acusação por participarem do esquema. Todos os três réus estão em situação migratória irregular nos EUA, informou a Procuradoria Pública.

A investigação permanece em andamento e as companhias de construção e contratadores gerais envolvidos também estão sendo investigados. A Promotoria adiantou a possibilidade de ocorrência de mais prisões.

As informações são do BrazilianVoice

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