Sabotagem em avião de Teori está praticamente descartada, diz PF

O delegado da Polícia Federal Rubens Maleiner, que comanda o inquérito sobre a queda do avião que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, afirmou nesta quarta-feira (10/1) que está praticamente descartada a hipótese de crime envolvendo o acidente aéreo. “Todos os elementos que atingimos até agora conduzem a um desfecho não intencional e, infelizmente, trágico do voo”, disse.

Segundo ele, as apurações ainda estão em curso e qualquer conclusão é provisória. Até o momento, porém, não foi encontrado nenhum indício que remeta a sabotagem da aeronave ou algo do tipo, garante o delegado. “O resultado das investigações ainda pode ser modificado, mas estamos em um estágio bastante avançado. A possibilidade de ato intencional contra o voo foi bastante explorado, em diversos exames periciais e atos investigatórios diversos, e nenhum elemento nesse sentido foi encontrado”, afirmou.

Familiares do magistrado chegaram a levantar dúvidas sobre as causas do acidente. O então relator da Lava Jato no Supremo morreu no dia 19 de janeiro de 2017. A aeronave havia saído de São Paulo com destino a Angra dos Reis e caiu em Paraty, ambas no Rio de Janeiro. Zavascki foi nomeado em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff. Antes de ocupar, no Supremo, a cadeira que era de Cézar Peluso, Zavascki era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O ministro era considerado pelos colegas um juiz técnico e rigoroso, que costumava influenciar os debates da Corte, provocando, muitas vezes, reviravoltas em julgamentos. Era considerado discreto, equilibrado e conciliador, mas avesso a entrevistas. Ele foi relator de casos importantes no tribunal como a Operação Lava Jato e também de questões sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Inquéritos

Maleiner e o diretor da PF, Fernando Segovia, estiveram em uma reunião na manhã desta quarta-feira com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Além de relatar o andamento das apurações da tragédia aérea, Segovia comunicou à magistrada que aumentou a equipe de investigadores dos inquéritos em curso no Supremo e que o objetivo é finalizar todas essas investigações na Corte até o fim do ano.

De acordo com números do tribunal, tramitam atualmente 273 inquéritos no STF, sendo 124 exclusivamente da Lava Jato.

“Eram nove delegados conduzindo investigações junto ao STF e agora temos 17. Também foram ampliados o número de investigadores e peritos para auxiliar na questão das perícias. Havia vários inquéritos que estão hoje aguardando laudos periciais e, agora, teremos praticamente o dobro da equipe”, ressaltou.

A meta, disse, é concluir todos os inquéritos que estão em curso no STF até o final deste ano. Ele reconheceu que é um objetivo ambicioso, mas afirmou que “a ambição é humana” e que com determinação a meta pode ser atingida. “É uma meta que a ministra Cármen Lúcia também quer, a doutora Raquel Dodge também está imbuída nesse propósito, e acho que o Brasil merece ter uma resposta quanto a essas investigações”, disse.

Fonte: Jota

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