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Santa Catarina registra casos de hepatite B e C acima da média nacional

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População não está sendo bem orientada e não se preocupa com a doença

Compartilhar utensílios de manicure, de tatuagem, escova de dentes ou transar sem camisinha são descuidos que podem causar sérias inflamações no fígado (hepatite) e levar à cirrose, câncer e até à morte. Santa Catarina está acima da média nacional em casos dehepatite virais mais graves, do tipo B e C. Enquanto no Estado as do tipo B atingem 23 pessoas a cada 100 mil habitantes e do tipo C 11, no Brasil essas taxas são sete e 7,5, respectivamente.

Para a responsável pelas hepatites virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC), Simone Bittencourt, a população não está sendo bem orientada e não se preocupa com a doença. Por isso nesta quinta-feira é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

— Como ela tem uma evolução lenta, que pode demorar até 15 anos para apresentar algum sintoma, a pessoa acaba transmitindo muito mais a doença. Nós temos algumas ações, mas o silêncio das hepatites favorece nossa situação endêmica — diz.

Mas os fatores que explicam os altos números de SC vão além da conscientização. OOeste do Estado apresenta a maior concentração de casos de hepatite B e o motivo está na colonização, explica o médico infectologista Eduardo Campos de Oliveira. Como este tipo era recorrente em território italiano, a doença acabou atingindo também os descendentes da região. Já a do tipo C afeta mais os moradores do litoral, transmitida principalmente pelo consumo de drogas injetáveis.

Para o médico, os altos números também se justificam pelo avanço do Estado no trabalho das equipes de saúde para diagnóstico mais rápido, o que resulta em maior detecção de casos. Ou seja, pode ser que Santa Catarina não tenha número maior de casos, mas sim mais casos descobertos. Oliveira, porém, destaca que ainda há desafios no diagnóstico das doenças:

— Hepatites são negligenciadas, são vistas como benignas, banais e não se valoriza o diagnóstico. Então o tratamento inicia tardiamente — diz, acrescentado que o teste rápido dá o diagnóstico em 20 minutos e está disponível em postos de saúde.

Outro obstáculo está na prevenção da hepatite B, cuja imunização faz parte do calendário de vacinação, porém são necessárias três doses para garantir a eficácia. Fazer sexo com camisinha e conferir se todos os materiais envolvidos no processo de tatuagem são descartáveis, assim como verificar se há esterilização dos utensílios de manicure, também são atitudes essenciais de prevenção.

As informações são do Diário Catarinense e você lê a reportagem completa AQUI

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