‘São muitos frágeis as provas contra Lula’, diz Dilma

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Ex-presidente diz que existe uma ‘extrema direita’ que quer controlar o país

A ex-presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira em uma palestra em Washington o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato em 2018, afirmando que não se constrói uma liderança política da dia para a noite e que nenhum partido jogaria fora uma liderança que tem 40% dos votos. Mas Dilma disse que teme que “tentem alterar a regra do jogo” e tirar Lula das eleições.

– Se o Judiciário quiser afastá-lo, terá que pensar bastante, porque são muito frágeis as provas contra ele – disse.

Dilma afirmou ainda que algumas das decisões do Judiciário foram medidas de exceção, como a autorização da Justiça que permitiu a grampo de um presidente da República – autorizado pelo juiz Sergio Moro na investigação da Lava-Jato -, e que isso fere todo o Judiciário e a democracia. Dilma ainda criticou o vazamento seletivo e disse que recentemente houve o caso de “vazamento em tempo real” de um depoimento.

– Ninguém pode ser julgado pela mídia – disse ela.

Ela disse ainda que Lula continua com 40% das intenções de votos mesmo submetido a uma perseguição somente comparável à que teria sido vivida por Getúlio Vargas, Juscelino Kubitchek e João Goulart.

Ela ainda disse que a democracia está em risco no país, citando seu impeachment e casos que envolvem a investigação da Lava-Jato. Ela afirma que agora o Brasil tem uma extrema direita que quer controlar o país, mas que ela só pode fazer isso se ganhar eleições.

– Quando você faz um impeachment sem crime de responsabilidade você abre a caixa de monstros e normalmente os monstros devoram quem abre a caixa – disse a presidente na George Washington University, na capital americana.

A ex-presidente ainda fez críticas indiretas ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), e ao apresentador Luciano Huck, ao ser questionada sobre a possibilidade de não-políticos.

Ela criticou os que se elegem com a fama de bom gestor e empresário, pois disse que isso vai contra a origem da democracia, pois o empresário é reconhecido por defender bem os seus interesses e não o interesse de todos, que é a função do político. Falando sobre personalidades que pretendem ser eleitas, disse:

– Há pessoas que confundem auditório de show de mídia com programas sociais – disse.

E completou:

– Toda pessoa que é cidadã brasileira pode querer concorrer a tudo, não podemos impedir. O problema é votar em uma proposta que é pretensamente apolítica. Qualquer proposta apolítica é tecnocrata – disse

A ex-presidente citou o senador Aécio Neves, seu adversário na campanha de 2014 à Presidência:

– Abra a caixa dos monstros e você será devorada pelos monstros. Isso está ocorrendo com o senador Aécio Neves – disse ela.

Sobre Bolsonaro, afirmou que o que mais a chocou com a votação da abertura do processo de impeachment na Câmara dos deputados foi o voto do deputado, que elogiou o militar que a torturou.

– Isso não seria aceito em nenhum país do mundo – disse.

Segundo a ex-presidente, agora existe uma extrema direita no Brasil, algo que não havia antes, e que o mundo todo tem visto um processo de “financeirização” do processo político. Segundo ela, quando o sistema político falha, abre-se o espaço para a radicalização. Ela afirmou que aprova o combate à corrupção, mas que isso não pode ser utilizado de forma partidária ou política:

– Tirando os nossos, talvez o maior caso de corrupção tenha sido o sub-prime – disse ela, em referência à crise financeira americana de 2008.

Questionada ao fim do evento sobre as denúncias de caixa 2 em sua campanha, que foram confirmadas pelo marqueteiro João Santana, ela disse que não iria se pronunciar.

Fonte: oglobo.com

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