fbpx
Sargento da PM teria matado o filho porque ele xingou a comida

Segundo mãe da vítima, o marido “não gosta que se pronuncie palavras de baixo calão em nossa residência”

Sargento aposentado da Polícia Militar de São Paulo, João Collado Hilario foi autuado por suspeita de assassinato em sua residência, no bairro de São Miguel Paulista (SP). Ele teria participado de uma briga com o filho na noite da segunda-feira (7/5). O caso terminou com o rapaz recebendo quatro tiros. Fábio Nakaya Hilario, 31 anos, já estava morto quando a polícia chegou ao local. As informações são do portal R7.

A mãe da vítima, 76, presenciou a briga e contou detalhes em depoimento à Polícia Civil. Segundo ela, Fábio “estava falando palavrões, porém não se referia a ninguém, pois estava sozinho na cozinha, provavelmente estava xingando a comida”. A mulher explicou que o marido “não gosta que se pronuncie palavras de baixo calão em nossa residência”, o que teria incitado a discussão.

Durante o confronto, o pai se machucou na cabeça e no braço. Ele encontra-se, agora, internado no Hospital Municial Tide Setubal devido aos ferimentos. A mãe contou ter escutado o filho dizendo que não queria ter machucado o pai e ela tentou acalmá-los. Porém, João foi até o quarto, voltou à cozinha com uma arma na mão e disparou contra Fábio.

“Meu marido, que já estava no quarto, veio com a sua arma e começou a disparar em direção ao meu filho, que tentou se esconder, agachando-se na mesa. Meu marido o atingiu várias vezes”, contou. Fábio foi alvejado por dois disparos no braço direito, um no rosto e um de raspão no peito.

O pai alegou legítima defesa, dizendo que o filho estava drogado e tentou pegar a arma de sua mão. Porém, a partir do depoimento da esposa, o delegado Adauton Luciano Delucas Sales disse que “ficou demonstrado, em nosso entendimento, a ausência de legítima defesa, pois, cessada a agressão, o autor já se encontrava em seu quarto e retornou à cozinha realizando os disparos”.

Os tiros foram feitos com uma pistola de calibre 380, de porte autorizado para Polícia Militar. A arma foi entregue à Polícia Civil juntamente com um revólver também autorizado, porém as autoridades encontraram outras duas armas não registradas na casa da família. João negou ser dono delas. A previsão é de que o agressor seja preso quando receber alta do hospital.

Fonte: metropoles

Painel Político, é um blog de notícias de Rondônia, com informações sobre política regional, nacional, economia, jurídico e variedades. Siga-nos nas redes sociais, visite-nos diariamente e fique sempre bem informado.

Deixe uma resposta