Secretário classifica movimento de parentes de PMs do Espírito Santo como ‘palhaçada’

Parentes não deixam os PMs saírem de quartéis e cidades vivem caos; mais de 60 pessoas já morreram no Estado

O Secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, informou, nesta terça-feira (7), que as famílias dos PMs que protestam em frente aos quartéis e impedem a saída dos militares não vão ser retiradas à força do local. “Temos que evitar, nesse momento, o conflito”, disse. Ele classificou o movimento como uma “palhaçada”.

O Espírito Santo está sem a PM nas ruas porque protestos de familiares dos policiais bloqueiam as saídas dos batalhões. As famílias pedem reajuste salariam para a categoria, que é proibida de fazer greve. Desde sábado (4), o estado vive uma onda de violência com mortes, saques e assaltos.

Garcia disse, em entrevista ao Bom Dia ES, que um inquérito policial vai ser instaurado para investigar os responsáveis pela paralisação. “Vamos ver quem está incitando. Tem gente que vai às portas dos quartéis fazer discurso, posta na internet, depois vem exigir providência por parte do governo. Tudo isso está sendo levantado”, explicou.

O secretário disse que o governo do estado não vai deixar a população capixaba desprotegida. Segundo ele, “a sociedade já sofreu demais” e, por isso, caso o movimento continue, a segurança vai ser feita por outra instituição que não a Polícia Militar.

“Infelizmente, nós gostaríamos muito que essa instituição fosse a Polícia Militar do estado do Espírito Santo, que não merece, por sua história, um movimento desse pequinês, com pessoas explorando politicamente, com pessoas apostando no caos. Sinto muito, mas não vamos admitir que haja qualquer tipo de movimento que deixe a sociedade de joelho. Já sofreu demais a sociedade capixaba com essa palhaçada”, declarou Garcia.

Entenda a crise na segurança no ES

– Os PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.

– Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.

– O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.

– Desde então, a Grande Vitória registrou 68 mortes violentas, ante 4 em todo o mês de janeiro, segundo o sindicato da Polícia Civil.

– Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os coletivos voltaram a rodar na manhã desta terça (7), mas serão recolhidos novamente às 19h.

– 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar nesta terça.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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