Sem ser convidado, Temer não vai à abertura do ano do Judiciário no Supremo

A presidente do STF, ministra Cármen Lucia, decidiu realizar apenas uma solenidade restrita que contará com homenagens ao ministro Teori Zavascki.

O presidente Michel Temer não deve ir à sessão de abertura do Ano Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta quarta-feira, 1. Apesar de o presidente ter manifestado a auxiliares o desejo de participar da cerimônia, interlocutores disseram que não houve “convite” por parte do STF. A sessão deve ser restrita a membros da Corte.

“Ninguém vai à casa dos outros sem ser convidado”, disse um auxiliar. Até a publciação desta matéria, a agenda oficial de Temer, não mostrava compromissos agendados, apenas despachos internos.

Ao dizer a interlocutores que pretendia ir à abertura dos trabalhos no Judiciário, o presidente pretendia demonstrar “a harmonia entre os poderes”, que prega publicamente repetidas vezes. Apesar disso, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, decidiu realizar apenas uma solenidade restrita que contará com homenagens ao ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no último dia 19.

Nesta sessão, também deve ser conhecido o novo relator dos processos da Lava Jato, que será definido por sorteio interno durante a manhã desta quarta.

A ausência de Temer na cerimônia do STF ocorre em meio às expectativas em relação às delações premiadas dos executivos e ex-funcionários da Odebrecht. Os depoimentos foram homologados nesta semana por Cármen Lúcia e implicam nomes da cúpula do PMDB, inclusive o próprio Temer, e podem dar origem a novas investigações contra políticos da base e da oposição do governo.

Neste cenário, o presidente ainda deve escolher o nome do substituto do ministro Teori Zavascki para a Corte e que deve ser aprovado pelo Senado.

Congresso. na quinta-feira, 2, entretanto, o presidente deve comparecerao ao Congresso para a sessão de abertura dos trabalhos no Legislativo. A intenção do presidente “ao prestigiar” os parlamentares é garantir a aprovação de medidas importantes para o governo, como a Reforma da Previdência, que o governo pretende implementar ainda no primeiro semestre do ano.

Fonte: Oestadão.com

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