fbpx

Criminalista orienta usuárias de aplicativos, sobre montagens que pode torna-las vítima de “pornô virtual”

Depois de realizar estudos sobre o “Face Swap”, a Advogada Criminalista, Aisla Carvalho, alerta sobre o uso da ferramenta que se tornou febre nas redes sociais, e pode
vir a gerar sérios prejuízos à imagem das usuárias.

O ‘Face Swap’ é um aplicativo capaz de capturar o rosto do usuário, e criar montagens, como cortes de cabelo diferentes, e até mesmo “inclusão” do rosto em outros corpos,
seja para fotos ou vídeos. “Aí reside o PERIGO!”, alerta a Especialista.

“Era para ser apenas um aplicativo divertido, mas tem se tornado uma grande preocupação no mundo digital.”, comenta.

Segundo a Advogada, a tecnologia de reconhecimento facial é tão avançada, que é capaz de criar montagens naturais por meio de ajustes (como na cor da pele, com iluminação e posicionamento do rosto). “Em razão disso, inúmeras tem sido as montagens de rostos de terceiros em vídeos com teor pornográfico”, disse.

Apesar de os principais alvos terem sido celebridades, a preocupação maior é que vídeos com “face swap” se disseminem como uma nova forma de “violência sexual virtual” contra mulheres, alerta a Advogada.

Dados revelam que entre os anos de 2015 e 2016, 24 bilhões de “selfies” foram salvas na plataforma Google Photos. Com isso, não é difícil um programador amador usar seu
próprio algoritmo para criar uma “sex tape” (vídeo de sexo), de alguém que queira assediar.

“Esse novo tipo de ‘pornô falso’, demonstra o quanto a internet nos deixou vulneráveis.

Em verdade estamos prestes a viver em um mundo no qual é trivialmente fácil “fabricar” vídeos críveis de pessoas fazendo e/ou dizendo, que não condiz com a realidade.”, avaliou.

A criminalista ainda destaca sobre a importância de buscar a informação em fontes seguras. “Procurar diferenciar a notícia verdadeira da ‘fake news’, tem se tornado corriqueiro. Ao menos para os que se preocupam em repassar apenas o que tem certeza do conteúdo que compartilha”, observou.

A internet nos proporcionou inúmeros benefícios facilidades e entretenimento, contudo, alterou substancialmente nosso papel social, assim como nossa responsabilidade. “É dever de cada um de nós verificar a procedência, fonte e origem do que compartilhamos na rede mundial. Mas em especial temos por obrigação moral nos conscientizarmos quanto à propagação de imagens e vídeos de cunho sexual. Pergunte-se, antes do compartilhamento, o que “ganha” ao repassar tal material? E lembre-se: a internet NÃO é terra sem lei! Usuários podem sim ser responsabilizado (civil e penalmente) por aquilo que opina e compartilha por meio das redes sociais”, alertou.

 

 

Por Aisla Carvalho
Advogada Criminalista
Presidente da ABRACRIM-RO
Presidente da COMACRIM em Vilhena

Redação Painel Político

Painel Político, principal fonte de informações políticas de Rondônia. Com noticiário completo sobre economia, variedades e cultura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.