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Responsáveis pelo estupro e morte de jovem que combinou carona pelo WhatsApp vão à júri

Audiência de instrução e julgamento acontece na manhã desta quarta-feira (16) no fórum da cidade. Testemunhas e réus serão ouvidos

Os três acusados de ter envolvimento na morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, serão ouvidos durante a audiência de instrução e julgamento do processo que tramita na Vara Criminal da comarca de Frutal nesta quarta-feira (16). A vítima foi assassinada em novembro do ano passado depois de combinar uma carona em um grupo do WhatsApp.

A audiência no fórum da cidade será presidida pelo juiz Luiz Gustavo Moreira, por volta das 9h, e não tem previsão para terminar.

O réu confesso Jonathan Pereira do Prado, 33 anos, foi indiciado pelos crimes de latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Wander Luís Cunha e Daniel Teodoro da Silva respondem por receptação, uma vez que teriam comprado os objetos roubados de Kelly. Wander também é acusado de fraude processual majoritária por ter ocultado as digitais. O processo está sob segredo de Justiça.

De acordo com o advogado de acusação, Jorge de Souza Filho, a expectativa é que sejam considerados os depoimentos de oito testemunhas sendo o delegado que conduziu o inquérito, dois policiais militares, o namorado de Kelly na época dos fatos, o tio da vítima, um frentista e outras duas jovens que teriam conversado com o Jonathan pelo aplicativo.

Algumas dessas testemunhas foram ouvidas por carta precatória por morarem no estado de São Paulo, de onde a vítima também era e teria saído com destino ao Triângulo Mineiro no dia do crime.

“A sentença pode ser proferida hoje mesmo, mas depende do juiz e da condução dos trabalhos. Vamos buscar a condenação com a pena máxima possível porque é uma forma de tranquilizar e amenizar a dor da família. Foi uma atitude muito covarde, sem chances de reação da vítima. Estamos saindo de São Paulo para buscar a justiça em Minas”, disse o defensor.

Jonathan confessou ter matado a jovem na região de Frutal

Relembre

Kelly Cadamuro era estudante de radiologia e desapareceu no dia 1º de novembro depois de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para encontrar com o namorado, de 28 anos.

Os familiares da vítima relataram que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Mas, no momento da viagem, o suspeito Jonathan disse que a namorada desistiu e iria apenas ele.

O circuito de segurança de uma praça de pedágio registrou imagens da jovem passando pelo local dirigindo. Mais tarde, o carro retorna, mas é o homem quem aparece ao volante. A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP).

Em depoimento à polícia, ele admitiu ter feito uso do aplicativo para armar o crime e que esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que a motorista parasse o carro para ele urinar. A vítima estacionou e ele começou a dar socos no rosto dela.

O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal (MG), sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. A declaração de óbito apontou que ela foi vítima de asfixia e estrangulamento.

G1/MG

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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