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Serial killer Charles Manson é internado em estado grave nos EUA

Criminoso de 83 anos, que é condenado à prisão perpétua, está em um hospital de Bakersfield, na Califórnia

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O homicida americano Charles Manson, líder do grupo que assassinou a atriz Sharon Tate em 1969, está internado em estado grave, informou na quarta-feira (15) o site TMZ.

De acordo com fontes anônimas, o assassino de 83 anos, que tem uma suástica tatuada na testa, foi levado às pressas, escoltado por cinco policiais, para um hospital de Bakersfield, na Califórnia, há três dias e submetido a uma série de tratamentos. “Isto não vai melhorar a situação dele”, afirmou uma fonte ao TMZ.

De acordo com o site, o psicopata foi hospitalizado em janeiro para ser operado por lesões no intestino e uma hemorragia interna, mas seu estado foi considerado muito frágil para isto e ele retornou à prisão.

Manson, um dos criminosos mais conhecidos nos Estados Unidos, está na prisão há mais 40 anos.

Ele foi condenado à morte em 1971 ao lado de quatro de seus discípulos pelo assassinato de sete pessoas, incluindo a atriz Sharon Tate, na época esposa do cineasta Roman Polanski, que estava grávida de oito meses e meio. O crime ocorreu em agosto de 1969.

As condenações foram comutadas para prisão perpétua.

No fim de 2014, Manson pediu autorização para casar com uma mulher de 26 anos, Afton Elaine Burton, mas ele desistiu da ideia. Em 2012, apresentou uma demanda para obter liberdade antecipada, que foi rejeitada. Ele teria que esperar até 2027 para fazer um novo pedido.

Os crimes

Em 9 de agosto de 1969, um pequeno grupo de conhecidos de Charles Manson invadiu uma casa alugada por Roman Polanski em Cielo Drive, 10050, em Bel Air, assassinando sua esposa Sharon Tate — que estava grávida — e mais quatro amigos do casal.

As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes. Em uma delas, foi escrito Pigs (“porcos” em inglês). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando o casal. As mensagens escritas na parede da casa foram “Helter Skelter”, “Death to pigs” (“morte aos porcos”) e “Rise” (“subida”).

Os assassinatos de Sharon Tate, seus amigos e do casal LaBianca por membros da “Família Manson” ficaram conhecidos como Caso Tate-LaBianca.

Segundo o promotor do caso, Vincent Bugliosi, os assassinatos tinham sido planejados por Charles Manson, apesar de ele não estar presente em nenhum dos dois casos. Bugliosi elaborou uma teoria chamada “Helter Skelter”.

Charles Manson atualmente

Segundo essa teoria, o objetivo dos assassinatos seria começar uma guerra que, segundo Manson, seria a maior já travada na Terra e seria denominada “Helter Skelter”. O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles em que, segundo o promotor, havia uma enorme quantidade de mensagens subliminares que teriam influenciado as ideias de Manson. Seria uma guerra entre negros e brancos, em que os brancos seriam exterminados pelos negros.

Nessa teoria, o assassinato dos famosos de Hollywood levaria a uma breve acusação de algum negro, fazendo os confrontos explodirem logo. Bugliosi afirmou que, durante essa guerra (Manson e sua “Família” eram todos brancos), planejavam esconder-se em um poço, supostamente denominado por Manson como “poço sem fundo”, em algum lugar no Deserto da Califórnia, assim que a suposta guerra começasse. Após os conflitos, Manson e sua “Família” voltariam do deserto.

Charles Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, juntamente com ‘Tex’ Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten, de 19 anos. Manson alegou não ter participação em nenhum deles. Ele conseguiu provar isso, mas Bugliosi convenceu o júri popular que Manson poderia ter influenciado os jovens a matar.

Após o julgamento, Manson declarou o seu ódio profundo pela Humanidade, chamando os membros de sua “Família” de “rejeitados pela sociedade”. A promotoria se referiu a ele como “o homem mais maligno e satânico que já caminhou na face da Terra”, e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971. Mas, com a mudança nas leis penais do estado em 1972, a pena deles foi alterada para prisão perpétua.

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