SESDEC e a segurança para inglês ver, ou nem isso – Por Muryllo Ferri Bastos

Reis, Mancebo(SO) e ConfúcioPouco menos de 10 dias após o Governo da Cooperação, e a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, ter promovido um estardalhaço, com direito a fogos e passeio de helicóptero,  em todos os meio de comunicação, onde o Secretário da Segurança, Antônio Carlos dos Reis, diz que a SESDEC trabalha para melhorar a segurança e reduzir o número de ocorrências a patamares mais aceitáveis, anunciando que o número de homicídios praticados em Rondônia, no primeiro semestre desse ano diminuiu, incríveis, 4,6 % se comparado com o mesmo período do ano passado. Vem de longe a notícia que desmascara essa estatística, que ainda não sabemos quais os critérios utilizados.

No Cone Sul do Estado, peritos precisam se deslocar de Vilhena para os municípios de Cerejeiras, Colorado, Cabixi e Corumbiara que não possuem um dos profissionais mais importantes para o serviço de segurança pública: o perito criminal. Esse tipo de profissional é extremamente necessário para que crimes, atentados e acidentes não caiam no esquecimento judicial, por falta de provas técnicas, e auxílio nas estatísticas.

Profissional que também informa, às famílias das vítimas, as explicações sobre ocorrências e sinistros, sejam crimes e acidentes.

Segundo o site Folhadosulonline.com.br, esses municípios não têm peritos à disposição, os profissionais que atendem Cerejeiras e a região interiorana do Cone Sul precisam vir de Vilhena. “Assim que acontece um crime ou acidente grave, a gente liga para Vilhena e os peritos vêm. Mas demoram mais de duas horas para chegar aqui”, diz um policial militar de Cerejeiras.

Um contraste do que foi anunciado a pouco menos de 10 dias com a realidade de fato, realidade que fica para fora dos muros que rodeia o condomínio em que mora o Secretário de Segurança. Essa situação é humilhante para as famílias das vítimas, que precisam de uma solução rápida, como a liberação de corpos vítimas em casos de assassinatos, para providenciar o funeral que segue a morte dessas pessoas. Cerejeiras, por exemplo, fica a 130 quilômetros de Vilhena e a vinda dos peritos para o município quase sempre prolongam a dor de quem perde um familiar. Não vou nem entrar no mérito dos gastos com todo esse deslocamento.

Interessante, ou melhor, degradante é o drama das famílias das pessoas que cometem suicídio. Como é lei, o corpo de um suicida só pode ser recolhido mediante uma perícia técnica (para comprovar o fato e afastar a possibilidade de homicídio). Segundo um policial militar, já houve casos de corpo de uma vítima de suicídio ficar pendurado na corda por até seis horas, à espera da perícia. “Tivemos o caso de um senhor que ficou pendurado na corda pelo pescoço na varanda da casa. A família teve de ficar vendo aquela cena o dia todo, pois os peritos não chegavam”.

Nos casos de transito, há duas semanas, o simples choque de um carro e uma moto no centro de Cerejeiras travou o trânsito por mais de quatro horas. O sinistro, sem vítima fatal, ocorreu por volta das 16h00, mas só às 21 horas os peritos chegaram e liberaram o local do acidente. Aliás agora a polícia não faz mais perícia se caso o acidente não houve vítimas que necessitam de atendimento médico, assim para as estatísticas do DETRAN e da SESDEC estão diminuindo os índices de acidentes. Entretanto não vi nenhum membro do judiciário, até agora, dizendo que o número de ações em decorrências desses sinistros tenham diminuído, ao contrário, a voz que ecoa pelas varas e tribunais é que as ações, dessa modalidade, estão aumentando e a qualidade das sentenças tem sido precarizada em razão do juiz ter que se basear em depoimentos e lógica, sem qualquer trabalho científico.

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