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Sessão desta quarta-feira sobre chapa Dilma/Temer começa às 9

Foi antecipada para as 9h de quarta-feira (7) a segunda sessão marcada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) 194358, que pede a cassação da chapa presidencial Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleita em 2014, por suposto abuso de poder político e econômico. Antes a sessão extraordinária de quarta-feira ocorreria às 19h. Os horários das sessões de quinta-feira também não mudaram.

A mudança do horário da sessão de quarta-feira foi feita pela Presidência do TSE a pedido do corregedor-geral da Justiça Eleitoral e relator da Aije 194358, ministro Herman Benjamin.

Em 16 de maio, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, definiu quatro sessões plenárias exclusivas – nos dias 6, 7 e 8 de junho – para o julgamento da ação. Além das sessões dos dias 6 e 7 de junho, no dia 8 de junho haverá duas sessões, às 9h e às 19h. Das quatro sessões definidas, duas serão extraordinárias (quarta, pela manhã, e quinta-feira à noite).

No dia 4 de abril, antes do início do julgamento do caso, o colegiado do TSE decidiu ouvir outras testemunhas (o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o publicitário João Santana, Mônica Moura e André Luiz Santana) no processo. Na ocasião, os ministros fixaram também que o prazo para apresentações das alegações finais seria de cinco dias após a oitiva das testemunhas. As medidas foram tomadas em duas questões de ordem analisadas antes do julgamento. A Aije 194358 tramita em conjunto com a Aije 154781, a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) 761 e a Representação (RP) 846.

Primeira sessão

Iniciada a primeira sessão, na terça-feira, 6, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral e relator das ações, ministro Herman Benjamin, apresentou relatório resumido com a cronologia de tramitação dos processos, as providências que tomou na fase de instrução, as alegações feitas nas ações pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a Coligação Muda Brasil contra Dilma e Temer, e as contestações das defesas. Antes disso, porém, o ministro relator julgou improcedente uma quarta ação proposta (Aije 154781) – no que foi acompanhado, por unanimidade, pelo Plenário – por entender que os fatos nela contidos têm menor abrangência, sendo que alguns deles estão citados nas outras.

Para ilustrar o abuso de poder econômico, o PSDB e a coligação afirmam, entre outras alegações, que a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer à reeleição recebeu doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas. Segundo o partido e a coligação, o abuso de poder econômico se caracterizaria também pela realização de “uma campanha milionária”, cujos custos superaram a soma das despesas de todos os demais candidatos, por gastos acima do limite informado à Justiça Eleitoral, massiva propaganda eleitoral por meio de recursos geridos por entidades sindicais e transporte de eleitores de maneira ilegal.

O PSDB e a coligação sustentam também que houve uso indevido dos meios de comunicação social pelos candidatos, que teriam utilizado o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para “veicular deslavadas mentiras contra os candidatos adversários”.

Como abuso de poder político, destacam que, no governo Dilma Rousseff, houve desvio de pronunciamentos oficiais, manipulação de indicadores socioeconômicos, uso indevido de prédios e equipamentos públicos para realizar atos de campanha e publicidade institucional em período vedado, tudo para atender a uma finalidade eleitoral.

No relatório, o ministro Herman Benjamin enumerou os nomes das testemunhas de acusação, de defesa e do juízo durante a fase de instrução processual. O relator citou trechos de depoimentos prestados por algumas delas, tanto de acusação como de defesa, para ressaltar argumentos trazidos por ambas as partes.

De acordo com as ações contra Dilma e Temer, “pessoas indicadas por políticos e nomeados pela requerida [Dilma Rousseff] organizavam um grupo de grandes empreiteiras para, em um processo de cartelização, direcionar contratos superfaturados e empresas específicas, através dos quais se desviaram recursos públicos para o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressista (PP) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com o pagamento de propina, que variava entre 1% e 3% do valor dos contratos”. Assim, o PSDB e a Coligação Muda Brasil ressaltam que tais recursos, além de ilegais, permitiram que os adversários obtivessem vantagem desproporcional em relação aos demais candidatos na campanha de 2014.

Nas alegações finais da instrução processual, a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff afirma que a candidata não praticou qualquer ato de abuso de poder político e econômico durante a eleição de 2014 e que os testemunhos coletados nas ações mostram isso. Afirma também que não houve qualquer ilegalidade de arrecadação na campanha da chapa Dilma-Temer naquele ano. A defesa pede a exclusão nas ações dos depoimentos do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, João Santana e Mônica Moura.

Já a defesa de Michel Temer pede a anulação dos depoimentos que “teriam extrapolado a causa de pedir” das ações do PSDB e da Coligação Muda Brasil, pois não teriam sido requeridos pelas partes ou ocorreram de forma ilegal, sobretudo os de executivos da construtora Odebrecht.

Por fim, as defesas de Dilma Rousseff e Michel Temer solicitam que o TSE julgue totalmente improcedentes as ações, por absoluta falta de provas.

EM/JP

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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