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Síria merece crédito por cumprir acordo, dizem EUA

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O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira (7), na Indonésia, que o início da eliminação de armas químicas na Síria é “um bom começo” e que o presidente sírio Bashar al-Assad merece crédito por cumprir acordo.
O secretário elogiou a cooperação do regime sírio para a destruição do arsenal. “Eu acho que é extremamente significativo que ontem, domingo, com uma semana da aprovação da resolução, algumas armas químicas já estavam sendo destruídas”, disse Kerry.

“O processo começou em tempo recorde e estamos gratos à Rússia por sua cooperação e, claro, à Síria pelo seu consentimento”, afirmou. “Eu acho também que é crédito para o regime de Assad por cumprir rapidamente, como deveria”.
“Agora, esperamos que continue. Não vou atestar hoje o que ocorrerá nos próximos meses, mas é um bom começo, e devemos saudar um bom começo”, acrescentou.
Em um elogio incomum a Damasco, Kerry também deu crédito ao governo do presidente Bashar al-Assad por rapidamente entrar em conformidade com a resolução da ONU sobre a destruição de suas armas químicas.
“Eu acho que é extremamente significante que ontem, domingo, com uma semana desde a aprovação da resolução, algumas armas químicas já estavam sendo destruídas”, disse Kerry em uma coletiva de imprensa conjunta com o chanceler russo, Sergei Lavrov, durante uma cúpula da Ásia e Pacífico na ilha de Bali, Indonésia.
Na mesma entrevista, Lavrov afirmou que Rússia e Estados Unidos desejam organizar em meados de novembro uma conferência internacional de paz sobre a Síria, conhecida como Genebra 2, para encontrar uma solução política ao conflito, segundo a France Presse.

A iniciativa da reunião, com representantes do governo sírio e da oposição, tem por meta retomar as bases de um acordo internacional sobre uma transição política na Síria assinado em 30 de junho de 2012 na cidade suíça, mas nunca aplicado.
No domingo (6), a equipe de especialistas internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) destruiu ogivas, bombas e equipamentos para misturar produtos químicos, no primeiro dia da campanha para desmantelar o arsenal de armas químicas da Síria.
Na sexta-feira (4), a Síria entregou a peritos internacionais dados adicionais sobre seu programa de armas químicas, indo além da declaração de 21 de setembro sobre seu arsenal de gases venenosos.
Ofensiva na Líbia
John Kerry falou ainda sobre a ação militar realizada na Líbia por Forças Especiais americanas que classificou como “apropriada e legal”.
A operação terminou com a captura de um importante líder da Al-Qaeda e o protesto do Governo líbio.
O Pentágono confirmou na noite do sábado (5) a detenção de Abu Anas al Liby, acusado de planejar os ataques em 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia, durante uma operação antiterrorista na capital da Líbia.
O Governo líbio pediu explicações ao Governo americano por realizar em seu território uma operação militar sem seu conhecimento prévio e qualificou de “sequestro” a captura do líder extremista.
Kerry disse que as acusações do Governo líbio são “infundadas”, embora tenha reconhecido que Washington não informou sobre a operação ao governo local.

Cúpula na Ásia
Kerry participa do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), em Bali, que começou nesta segunda-feira (7) e envolve líderes de 21 países.
O secretário substitui o presidente Barack Obama que cancelou sua viagem à Ásia, incluindo sua participação na cúpula, por causa do impasse em Washington sobre a paralisação do governo federal americano.

 

Fonte: G1

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