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Site afirma que assessor do governo divulgou carta de “Fernando da Gata”

O jornal eletrônico Tudorondonia afirmou em reportagem publicada na noite desta quinta-feira que o assessoro do governador Confúcio Moura, Fred Perillo foi o responsável pela divulgação de uma carta de Fernando Braga Serrão, conhecido como “Fernando da Gata”, preso na Operação Apocalipse, da Polícia Civil de Rondônia, que contém graves acusações contra autoridades do Estado. A matéria também destaca o fato da carta, que tem cinco páginas, ter tido sua segunda página suprimida. E nesta página onde constam acusações contra a Secretaria de Defesa, “membros da Secretaria de Segurança Pública do Estado procuraram Fernando no presídio para tentar forçá-lo a produzir  provas contra Hermínio e outros deputados, ao mesmo tempo em que afirma que o MP também buscou produzir provas contra o Governo e defender o presidente da Assembleia.  “Percebi, de forma muito clara, estar em meio a uma guerra política e institucional”, diz Fernando da Gata, que se comparou a “um boi de piranha”.

Veja a íntegra da reportagem do Tudorondonia:

Auxiliar de Confúcio suprimiu da carta de Fernando da Gata página que compromete o Governo

Na carta, preso acusa presidente da Assembleia, Ministério Público e Sesdec, mas Governo deixou vazar na imprensa apenas os trechos contra MP e Hermínio.

Da reportagem do Tudorondonia

Matéria alterada às 20h30 de 17/10/2013 
A polêmica carta escrita pelo preso Fernando Braga Serrão, o Fernando da Gata, contendo ameaças contra o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Hermínio Coelho (PSD), e sugerindo que o parlamentar teria algum tipo de influência sobre o Ministério Público Estadual e o procurador geral de Justiça, Hérverton Aguiar, foi distribuída à imprensa por membros do Governo do Estado, mas Fred Perillo, um homem ligado diretamente ao governador Confúcio Moura (PMDB), negou que esteja envolvido no caso.

O Governo  tomou o cuidado de divulgar apenas o que interessa diretamente a Confúcio, ou seja, os trechos que, supostamente, podem comprometer ou embaraçar Hermínio, Hérverton e o MP.

Fred Perillo negou que tenha tido acesso à carta de Fernando da Gata. “Li a matéria no Facebook e apenas compartilhei. E nada mais”, disse o jornalista. Ele acrescentou que não teve acesso direto ao manuscrito. “Vi isso no Facebook; nunca tive essa carta em minhas mãos”.

Quem divulgou a carta  suprimiu uma das cinco páginas  manuscritas por Da Gata, preso no Pandinha acusado de associação para o tráfico, estelionato com cartões bancários e outros crimes. Ao desembarcar em Rondônia vindo de Natal (RN), onde foi preso, Da Gata havia dito que o chefe da quadrilha da qual ele seria o líder era, na verdade, o governador Confúcio Moura (PMDB).

Nesta quarta-feira, setores da imprensa divulgaram quatro das cinco páginas de uma carta escrita por ele no Pandinha, onde está preso.

E a página suprimida diz que os membros da Secretaria de Segurança Pública do Estado procuraram Fernando no presídio para tentar forçá-lo a produzir  provas contra Hermínio e outros deputados, ao mesmo tempo em que afirma que o MP também buscou produzir provas contra o Governo e defender o presidente da Assembleia.

“Percebi, de forma muito clara, estar em meio a uma guerra política e institucional”, diz Fernando da Gata, que se comparou a “um boi de piranha”.

Segundo o trecho da carta que o Governo não quis fazer chegar à imprensa, Da Gata diz que também foi ouvido pela Polícia Federal. “Só a PF buscava ou está buscando provas contra ambos os lados, ao contrário da Sesdec e do MP que cada um está defendendo um lado como ficou claro no meu entendimento (sic). Tanto é verdade o que afirmo que me isolar (sic) para evitar que eu pudesse delatar  e provar contra qualquer um dos lados tudo o que eu viesse a dizer (sic)”.

As pessoas que divulgaram a carta  à imprensa não cometeram nenhum crime , mas ajudaram a acirrar  ainda mais a crise institucional entre o Governo, a Assembleia e o Ministério Público.

O MP já investiga delegados que participaram da Operação Apocalipse e que são acusados de tentar, de qualquer jeito, obter depoimentos falsos para tentar incriminar, a qualquer custo, o presidente da Assembleia e deputados estaduais, ligando-os à suposta organização criminosa que teria sido desbaratada no dia 4 de julho deste ano pela Polícia Civil.

O TUDORONDONIA apurou que, como desdobramento da Apocalipse, de uma série de troca de denúncias e acusações entre o MP, Assembleia, Governo e Secretaria de Segurança Pública, deverá ocorrer uma grande operação da Polícia Federal no Estado de Rondônia que promete não deixar pedra sobre pedra.

 

O trecho que faltava da carta de Fernando da Gata

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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Associado da Liga de Defesa da Internet