Sobe para 51 o número de assassinatos em Vitória desde sábado; em janeiro, foram só 4

Nesta segunda-feira, Vitória suspendeu o início do ano letivo das escolas municipais por causa da crise de violência

A onda de violência que toma conta da região metropolitana de Vitória desde que a Polícia Militar, em greve, sumiu das ruas já fez mais de 50 mortos nos últimos dois dias. Segundo informações do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, até pouco depois das 10h desta segunda-feira, 51 corpos já haviam chegado ao Departamento Médico-Legal da capital capixaba.

Foram oito mortos no sábado, 16 no domingo e mais 27 contabilizadas apenas nas primeiras horas desta segunda-feira. A comparação dá o tamanho da crise: em janeiro, foram registrados quatro assassinatos em Vitórias, e nos primeiros dias de fevereiro haviam sido dois.

A PM está fora das ruas desde a madrugada de domingo. Nesta segunda-feira, um protesto de parentes de policiais impede viaturas de deixarem os principais batalhões da PM da região metropolitana (além de Vitória, Guarapari, Linhares e Aracruz, Colatina e Piúma). Pelo código militar, os policiais não podem fazer protestos. Os manifestantes pedem melhores salários e condições de trabalho aos policiais.

O governador em exercício do Espírito Santo, César Colnago, solicitou ao presidente Michel Temer o envio de tropas federais para fazer a segurança nas ruas.

Nesta segunda-feira, Vitória suspendeu o início do ano letivo das escolas municipais por causa da crise de violência. A vacinação contra a febre amarela também foi suspensa. Até partidas do Campeonato Capixaba de futebol foram suspensas.

O secretário de segurança pública, André Garcia, reconheceu que aumentaram os casos de violência, principalmente o número de homicídios. As negociações entre governo do estado e militares está suspensa e só será retomada quando os militares voltarem para rua.

— Enquanto não tivermos policiamento nas ruas para atender aos chamados dos capixabas, está determinada a suspensão de qualquer tratativa e negociação com representantes do movimento. Nossa intenção é negociar, sempre, porém essa negociação deve se pautar pelo respeito mútuo, e a condição para que os policiais venham patrulhar as ruas e atender as chamadas dos cidadãos capixabas — disse Garcia.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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