Spotify vai retirar do ar funk “surubinha de leve” que faz apologia ao estupro

A música Surubinha de Leve, do MC Diguinho, vai ser retirada do Spotify nas próximas horas. O funk virou assunto nas redes sociais nos últimos dias após internautas apontarem que sua letra faz apologia ao estupro. A faixa, que tem trechos como “Taca a bebida/ Depois taca a p../ E abandona na rua”, chegou a liderar a lista das músicas mais virais do Brasil na plataforma.

Após as críticas, o serviço de streaming resolveu agir. Por meio de sua assessoria, o Spotify informou que recebeu diversas denúncias e entrou em contato com a gravadora do artista, que prometeu retirar a música da plataforma nas próximas horas. O serviço ainda informou que a música foi parar na lista das mais virais pois teve um “pico de consumo nos últimos dias”.

A militante do Núcleo de Mulheres de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Thaisa Alves afirma que a música é uma clara apologia à cultura do estupro. “Quando entendemos que o crime de violência sexual se trata de uma relação de poder pré-estabelecida, nós não conseguimos mais compactuar com posicionamentos que refletem aquilo do que se alimenta a cultura do estupro. Novelas, filmes, séries… E com a música é a mesma coisa.”, afirma.

Thaisa Alves acha positiva que crescente onda de problematizações se intensifique. “Não é normal uma canção em que o cara diz claramente que vai deixar uma mulher bêbada, estuprá-la e depois abandonar na rua. Isso não pode mais ser aceito com naturalidade. A provocação que se deve ser feita é para que as pessoas passem a problematizar não só o funk, mas também outros gêneros musicais.”

O Dia

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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