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Sticcero anuncia greve dos trabalhadores da Tabocas

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O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero) realizou uma reunião com os trabalhadores da empresa Tabocas em Cabixi, nesta quarta-feira, para votar um indicativo de greve, visto que a empresa não estava cumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho. Na manhã desta quinta-feira, os trabalhadores decidiram pela paralisação.

O sindicalista Raimundo Toco, presidente do Sticcero, presidiu à assembléia no canteiro de obras em Cabixi, onde a Tabocas constrói o linhão que vai levar energia elétrica das usinas de Santo Antônio e Jirau para Araraquara (SP).

Em visita realizada no mês passado ao canteiro de obras da Tabocas, e em reunião com os trabalhadores, o Sticcero, foi aprovado uma pauta de reivindicações e encaminhada a diretoria da Tabocas em Cabixi. Um prazo foi solicitado pela empresa para análise da pauta e uma resposta seria dada na última terça-feira. Na data combinada, a empresa comunicou que não atenderia a pauta de reivindicações. Como o Acordo Coletivo de Trabalho não estava sendo honrado, o Sticcero reuniu os trabalhadores e a decisão dos trabalhadores foi pela paralisação da obra.

Dentre as reivindicações, os trabalhadores pedem uma cesta básica no valor de R$ 250,00, devolução do desconto de R$ 100,00 do plano de saúde, além de outras conquistas..

Com a documentação em mãos, Toco apresentará a decisão dos trabalhadores e aguardará um novo posicionamento da Tabocas, pois há um consenso que os trabalhadores só voltam ao trabalho com as propostas atendidas.

Toco e vários outros diretores do Sticcero que estão em Cabixi irão permanecer no município até que a Tabocas se pronuncie, caso não haja uma resposta em 48 horas, a entidade representativa dos trabalhadores irão buscar a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia para fazer a denúncia contra a falta de compromisso do Acordo Coletivo de Trabalho. “O nosso sindicato é atuante e estamos sempre na defesa da classe trabalhadora. Só sairemos de Cabixi quando o Acordo Coletivo de Trabalho for cumprido. Fomos eleitos para defender os trabalhadores e vamos lutar pela causa que refuto das mais justas”, disse Toco.

Agora, com a paralisação da obra do Linhão, por tempo indetermidado, o cronograma da obra certamente irá atrasar e prejudicar o projeto de levar energia das duas usinas hidrelétricas do rio Madeira para interligar com o sistema nacional de energia elétrica.”Quero deixar claro que o Sticcero, em nome dos seus filiados, não pede nada mais do que o que foi acordo e que a Tabocas não vem cumprindo. Nosso sindicato é formado por uma classe trabalhadora esclarecida e que sabe reivindicar os seus direitos. Vamos lutar até o fim. Sem transigência, mas dentro do que preceitua o bom sindicalismo em defesa de seus filiados”, encerrou o líder sindicalista do Sticcero.

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