Suspeito de estuprar 20 mulheres com falsas promessas de emprego é preso em Cuiabá

Um homem de 54 anos, suspeito de ter estuprado 20 mulheres com falsas promessas de emprego, foi preso pela Polícia Civil, em Cuiabá. Segundo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Maurício de Campos Teixeira agia há vários anos atraindo vítimas com falsas propostas de empregos para praticar estupros.

A prisão dele ocorreu na segunda-feira (28) no Bairro Jardim Independência, na capital, e foi divulgada nessa terça-feira (29). O mandado de prisão foi expedido pela Sexta Vara Criminal de Cuiabá.

De acordo com a delegada Nubya Beatriz Gomes dos Reis, o suspeito negou os crimes em depoimento. Ele foi encaminhado para audiência de custódia e levado para uma Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo Presídio do Carumbé.

Várias mulheres já relataram que foram estupradas por ele ao receberam falsas propostas de emprego de faxineiras, secretárias e atendentes. Cinco já foram ouvidas na delegacia. A maior parte das vítimas é jovem.

Maurício, que se diz bacharel em direito, afirmou que se cadastrou em uma agência de emprego para conseguir contratar uma atendente de telemarketing, pois trabalha com um advogado em um escritório.

A prisão do suspeito foi em decorrência da investigação de uma ocorrência do dia 19 de julho deste ano, onde uma vítima, de 22 anos, estudante de fisioterapia, denunciou ter sido abusada durante um suposto treinamento para um emprego na área de estética.

Último caso

A vítima contou que o abuso ocorreu em uma casa, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, local em que no dia anterior havia feito a entrevista de emprego com o suspeito, depois de encaminhada por uma agência de emprego.

Ainda conforme a polícia, a jovem narrou que o treinamento consistia em fazer uma massagem. No local foi recebida por Maurício e levada para um quarto, no corredor do imóvel. O suspeito pediu para a estudante tomar banho e deu a ela uma toalha.

Ao sair do banheiro, o suspeito disse que a maca estava emprestada e ela devia deitar na cama, sem as roupas. Ela se negou, falando que faria o treinamento vestida com as roupas íntimas.

A moça contou que se deitou na cama para começar o procedimento e de repente o suspeito tirou sua calcinha, massageando suas costas e aos poucos foi passando as mãos pelas suas partes íntimas.

Ela pediu para ele parar e o suspeito pediu para ela se virar de frente e começou a massagear seus braços, seios, barriga e as partes íntimas.

Novamente, a vítima pediu para parar e ele colocou uma toalha nos olhos dela, pedindo para que contasse até 30, alegando que isso fazia parte do relaxamento. Ela tirou a toalha dos olhos e viu o suspeito já sem roupa.

A vítima ainda relatou que tentou se levantar, mas foi segurada por Maurício. No entanto, conseguiu sair, se vestiu e fugiu.

Após os abusos, a universitária criou um grupo no Facebook para denunciar o caso. Vítimas de várias idades apareceram narrando situações semelhantes de abuso, depois de serem aliciadas pelas falsas propostas de emprego de faxineiras, secretárias, atendentes e recentemente como massagista. Cinco já foram ouvidas na Delegacia da Mulher.

Na casa do suspeito os policiais encontraram óleos para passagem e preservativos. Na investigação, a delegacia colheu declarações de uma funcionária que informou ter sido encaminhado três pessoas a Maurício.

A funcionária disse que, primeiramente, o suspeito se cadastrou informando ser advogado e procurava clientes, do sexo feminino, para tirar nomes negativados. Logo depois, novamente, fez cadastro comunicando que estaria prestes a abrir uma clínica de estética e precisava de funcionárias.

A Polícia Civil orienta que as vítimas registrem boletim de ocorrência denunciando o estuprador, diretamente na Delegacia da Mulher, localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Outro caso

Em outro caso, apurado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), em 2013, uma adolescente de 15 anos, também foi atraída pelo suspeito com uma proposta de emprego de faxina na quitinete na região do CPA.

De família humilde, a menina foi encaminhada pela mãe para o emprego, mas no local foi forçada por meio de ameaças a manter relação sexual com o suspeito, sendo estuprada por uma hora. Ela só conseguiu sair porque se aproveitou do momento que o suspeito estava ao telefone e ligou para o irmão, que acionou a polícia. Quando a polícia chegou, a casa já estava fechada e o suspeito foragido.

Por esse caso ele chegou a ser preso, mas depois foi colocado em liberdade. O suspeito também se passava por advogado para entrar com pedidos de pagamento do seguro DPVAT, inventários e tirar nomes negativados do SPC e Serasa, todos com o objetivo de praticar estupros e estelionatos.

Fonte: g1/mt

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