Suspeito de mata falsa médica do “golpe do bumbum” tentou desligar câmeras de segurança

Marcilene Gama levou dois tiros à queima roupa no rosto. Delegacia apura se morte tem relação com trabalho da vítima, que respondia em liberdade acusação de aplicar silicone industrial em mulheres

A Divisão de Homicídios (DH) do Rio apura se Marcilene Gama, de 48 anos, foi morta por vingança. A mulher foi encontrada no sábado (22) em um terreno baldio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade. Marcilene respondia em liberdade por ter aplicado silicone industrial em mulheres. As investigações já mostraram que um suspeito circulou no prédio da vítima por 2h antes do crime.

“O trabalho dela pode ter motivado esse crime. Não podemos descartar nenhuma possibilidade”, afirmou o delegado Fábio Cardoso, da DH.
A polícia já obteve imagens do circuito interno de segurança em que aparece um homem, considerado como principal suspeito de cometer o crime. Os investigadores buscam identificar o suspeito.

Os policiais já descobriram que o suspeito entrou no prédio por volta das 3h após pular o muro junto a uma obra.
Por quase 2h, o suspeito circulou pela área comum do edifício: foi ao carro da vítima e tentou desligar as câmeras de segurança. Pouco antes das 6h, ele deixa o local com Marcilene.

Imagem mostra suspeito de envolvimento com morte no Recreio (Foto: Reprodução)

Marcilene foi encontrada sem roupa e com os dois tiros no rosto. “Não há marcas de arrombamento da porta do apartamento. Há possibilidade de que seja alguém que conhecia a vítima ou sabia de sua rotina”, afirmou o delegado Fábio Cardoso.

Marcilene foi presa há quatro anos em Realengo, na Zona Oeste da cidade. Na época, a polícia Informou que ela realizava cirurgias estéticas como injeção de silicone industrial e outros produtos químicos. Ela também chegou a ser presa pelo mesmo crime em São Paulo, mas ficou apenas três dias presa.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Deixe uma resposta