Suspeito de matar compositor na BA diz que vítima era de quadrilha rival

Informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (14).
Crime ocorreu em 6 de março, no bairro de Boca da Mata, em Salvador.

O homem preso na segunda-feira (13), principal suspeito de matar o cantor e compositor Felipe Yves, de 21 anos, encontrado semi-degolado em um matagal no bairro de Boca da Mata, em Salvador, contou à polícia que cometeu o crime porque a vítima era de uma quadrilha rival. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14). Felipe não tinha antecedentes ciminais.

De acordo com a polícia, Ueslei Silva Sarinho, conhecido como “Heures”, de 22 anos, também comandava o grupo envolvido no crime e fez a declaração durante coletiva à imprensa, nesta terça-feira, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro da Pituba.

Após apresentação, o suspeito foi encaminhado para o Complexo Policial da Baixa do Fiscal, onde ficará custodiado, juntamente com Andrei de Jesus dos Santos, conhecido como Lacoste, de 22 anos, preso no dia 8 de março, também por envolvimento no crime. Outro suspeito, identificado como Railson Couto dos Santos, chamado de Penga, de 22 anos, continua foragido.

Além deles, segundo a polícia, dois adolescentes integrantes da quadrilha foram apreendidos. Um deles, capturado no dia 8 de março, está internado na Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case). O outro, preso junto com Ueslei Silva, foi encaminhado à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI).

Prisões

Segundo a polícia, Ueslei Silva foi localizado por equipes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) ao tentar fugir da casa de um irmão, no bairro de Castelo Branco, onde estava escondido desde a morte da vítima. Ele foi encontrado após denúncias anônimas.

Conforme a polícia, na casa da mãe dele, na mesma localidade, foi encontrado, embaixo de uma sapateira, um revólver calibre 38, que pode ter sido usado no crime contra o compositor. O criminoso foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A arma foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica, onde será periciada.

A polícia informou que Ueslei já possuia dois mandados de prisão em aberto por homicídios ocorridos na região de Cajazeiras, além do decretado pela Justiça após a morte de Felipe Yves.

Após o pedido da Justiça, Andrei, preso no dia 8 de março, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva (por tempo indeterminado, até a conclusão das investigações). Os outros dois, Ueslei e Railson tiveram prisões temporárias decretadas.

De acordo com a polícia, com o adolescente preso no mesmo dia que Andrei, foi apreendido um revólver calibre 38, que foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), que também será periciada.

Áudios e fotos

Uma prima da vítima disse no dia 7 de março que a família da vítima recebeu, por meio de uma rede social, fotos e áudios com “deboches” dos suspeitos de cometer o crime.

Ainda não há informações sobre como os traficantes conseguiram os contatos dos familiares da vítima para enviar os áudios e as fotos do crime.

Felipe estava desaparecido desde a noite do dia 5 de março. Segundo os familiares, ele estava na casa da mãe quando recebeu uma ligação, por volta das 22h, e saiu.

O corpo dele só foi encontrado no início da tarde do dia 6 de março, na localidade conhecida como Independência, em Boca da Mata. O corpo dele só foi identificado no dia 7 de março.

O cantor já foi compositor de músicas cantadas por Igor Kannário e Léo Santana, mas sgundo familiares, há cerca de sete meses, começou a frequentar uma igreja evangélica e decidiu cantar música gospel. Amigos que planejavam lançar um CD com Felipe disseram que ele estava muito feliz com a futura carreira.

Crime

O cantor e compositor Felipe Yves foi encontrado semi-degolado. Segundo informações da polícia, a vítima tinha marca de tiros e estava com a cabeça semi-degolada.

Felipe Yves já compôs para artistas como Léo Santana e Igor Kannário. Bahia
                   Felipe Yves já compôs para artistas como Léo Santana e Igor Kannário. Bahia

De acordo com informações iniciais da polícia, Felipe Yves teria sido morto por citar o nome de um primo, que seria traficante de uma quadrilha rival à dos criminosos. A vítima teria ido ao bairro de Boca da Mata para visitar uma amiga.

Felipe Yves ficou conhecido como cantor da banda Golaço, e por compor a canções “Bumbum no paredão”, interpretada por Léo Santana, e

“Depois de nós, é nós de novo”, cantada pelo músico e vereador de Salvador, Igor Kannário. Em fevereiro deste ano, Felipe usou uma rede social para avisar aos fãs que passaria a cantar apenas músicas gospel.

Fonte: g1/ba

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