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Suzane von Richthofen é impedida de ir para o semiaberto

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Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em 2002 em São Paulo, Suzane von Richthofen não tem condições de progredir do regime fechado para o semiaberto, reforça o laudo de um novo exame criminológico encomendado pela Justiça de São Paulo. A defesa da jovem tenta desde 2009 que ela seja transferida e possa sair de dia e dormir à noite na prisão, mas a análise psicológica revela que Suzane deve continuar presa na situação atual.

O pedido da defesa foi feito à Justiça e analisado em fevereiro deste ano. Os documentos psicológicos enviados sobre Suzane, no entanto, não continham uma análise psiquiátrica, por isso o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan solicitou a realização de um exame criminológico complementar.

“Foi determinado exame psiquiátrico – este, especificamente, pois ficou faltando no exame criminológico realizado na sentenciada. Com a vinda do laudo, o processo provavelmente estará pronto para decisão do pedido de progressão de regime”, afirmou, em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Também condenados pela morte do casal Manfred e Marísia Von Richthofen, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos conseguiram a progressão de regime em fevereiro do ano passado.

Outra tentativa da defesa de Suzane de tirá-la do regime fechado terminou frustrada em dezembro de 2013, quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra a progressão de regime. Um exame criminológico realizado em novembro daquele ano revelou que Suzane “é emocionalmente instável, tem tendência a agir de forma impulsiva e sem medir as consequências de seus atos, apresenta características psicóticas, vontade de burlar e desafiar a lei, imaturidade, e egocentrismo, dentre outros”.

O caso
Em outubro de 2002, o casal Manfred e Marísia von Richthofen foi encontrado morto em sua mansão em São Paulo. Uma semana depois, a filha do casal, Suzane Von Richtofen, na época com 18 anos, confessou envolvimento no crime. Pouco tempo depois, o namorado de Suzane na época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Christian, também foram presos e confessaram terem matado o casal com golpes de barra de ferro. Os três planejaram o assassinato para que Suzane ficasse com a herança dos pais.

Em 2006, após quase 56 horas de julgamento, os três foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado em regime fechado. A soma total das penas chegou a 115 anos de reclusão.

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