Tati Quebra Barraco vai processar o Estado: “Yuri não estava armado”

“Os PMs cansam de dar desculpas quando fazem atitudes assim. Não podemos aceitar isso! Portanto, eles devem ser melhor treinados, e a responsabilidade é do Estado”, desabafou ela.

Revoltada com a morte do filho, morto no último dia 11 de dezembro durante uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a cantora Tati Quebra Barraco informou que irá mover um processo contra o Estado do Rio de Janeiro pelas circunstâncias em que Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, foi morto.

“Não queira imaginar como estamos sofrendo. Deus fez o filho para enterrar sua mãe e não uma mãe enterrar seu filho. Isso é muito triste! O Natal e o Ano Novo são momentos familiares e, já que um pedaço meu se foi, só celebrarei no meu canto, chorando e lembrando dos bons momentos em que passei com o Yuri”, resume ela, em entrevista ao EGO.

A funkeira também garantiu que irá comparecer à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática na próxima semana para registrar ocorrência de racismo e discurso de ódio manifestado em suas redes sociais.

“Meu filho levou quatro tiros na cara, e o peito dele estava queimado de pólvora, o que dá a entender que o tiro foi a queima roupa. Yuri não estava armado e não teve como reagir. E o mais impressionante é que eles (os policiais militares) disseram que houve troca de tiros. Não existiu a resistência de Yuri como os policiais afirmam. Os PMs cansam de dar desculpas quando fazem atitudes assim. Não podemos aceitar isso! Portanto, eles devem ser melhor treinados, e a responsabilidade é do Estado”, desabafou.

“Desses seres humanos, se é que posso chamar assim, né? Não quero um tostão. Quero que cada um faça serviço comunitário ou distribua cestas básicas para comunidades carentes”, disse Tati.

News Reporter

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