Teori Zavascki convalidou às garantias de Moro, porém o criticou ferozmente após vazamento da conversa “Bessias”

No despacho de nove laudas, que levou juristas a comemorarem, Zavascki fez duras críticas às decisões do juiz paranaense.

O Ministro Teori Zavascki, sempre se portou de forma discreta em sua vida pessoal. Poucas são as informações no que tange as atividades do Ministro, quando não está na atribuição da Toga. Oriundo da Advocacia, o Ministro Teori defendeu as prerrogativas e garantias do Juiz Sérgio Moro, inclusive no plenário do STF e em entrevista, porém fez fortes críticas ao Magistrado do Paraná no caso do vazamento dos áudios entre a então presidente Dilma Rousseff e Lula. Nos Audios Dilma estaria enviar “Bessias” com a carta de nomeação de Lula ao cargo de Ministro da Casa Civil, pois havia grande rumor sobre a possível prisão de Lula naqueles dias.

No despacho de nove laudas, que levou juristas a comemorarem, Zavascki fez duras críticas às decisões do juiz paranaense, por usurpar atribuições do Supremo e divulgar o conteúdo das conversas. Para ele, foram decisões ilegais e inconstitucionais.

Teori Zavascki retirou do juiz Sérgio Moro, em março do ano passado, temporariamente, a denúncia feita pelos promotores de São Paulo e todas as investigações da Força Tarefa da Lava Jato em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao conceder a liminar, reconheceu que “são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas”. Ao suspender sua divulgação, o fez na expectativa de “sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo quanto a eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”.

Nesse ponto começam as divergências entre juristas. Se muitos aplaudiram a decisão, um desembargador federal que não atua em Porto Alegre onde correm os recursos da Lava Jato, insiste que “como o alvo (Lula), não tinha foro especial, a prova não tem nada de inválida e não se pode falar em nenhuma violação por parte do juiz”.

 

 

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