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Teste identifica substância cancerígena em semijoias de seis marcas conhecidas

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Das nove empresas testadas, seis foram reprovadas por conter cádmio, substância tóxica, proibida por causar doenças renais e pulmonares.

A Proteste (Associação de Defesa ao Consumidor) realizou avaliações sobre a qualidade de algumas semijoias no Brasil. De acordo com os resultados, foi demonstrado que muitas marcas apresentam, em seus acessórios, substâncias cancerígenas, que fazem mal para a saúde dos usuários.

Das nove marcas de folheados, seis empresas apresentaram cádmio em suas composições, são elas: Rommanel, Naka, Gaya, Osher King Box, Shalom Joias e  My Gloss. A substância tem o uso proibido determinado pelo Inmetro, desde janeiro de 2016. O cádmio é um elemento químico tóxico que, mesmo em pequenas quantidades, pode causar problemas renais, hipertensão e doenças pulmonares.

A lei que regulamenta a presença do cádmio estabelece um prazo de 60 meses para as empresas retirarem do mercado objetos com a substância. Por isso, os fabricantes serão apenas notificados e incentivados a cumprir logo com a regra.

O outro lado

Resposta da My Gloss

A MyGloss lança em torno de 4.000 modelos por ano. São peças de diversos materiais e banhos diferentes. Todas acompanham certificado de procedência.

Resposta da Rommanel

A Rommanel é uma fabricante brasileira com mais de 30 anos de atuação no mercado de joias folheadas a ouro e rhodium, e segue a legislação brasileira, que atualmente (2017) não proíbe a utilização de cádmio na produção de peças folheadas a ouro. A empresa está ciente que a atual legislação está passando por uma atualização que irá proibir a utilização do cádmio na produção de joias folheadas, a partir de janeiro de 2019. Diante disso, a Rommanel já tem adaptado sua equipe e produção para este novo formato, fazendo com que as peças sejam produzidas sem a presença deste componente químico. De qualquer forma, a Rommanel pode afirmar que a presença de cádmio nas peças é mínima diante a quantidade de ouro manuseado durante a produção de cada linha e destaca que não utiliza níquel em sua produção, metal que em contato com a pele causa diversas dermatites alérgicas. Controlamos há mais de 30 anos todos os materiais utilizados em nossa produção e estendemos nosso cuidado não apenas aos produtos, mas principalmente às pessoas que trabalham diretamente conosco. Sempre cumprimos os limites determinados e regulamentados pela lei de produção para joias folheadas e nos mantemos como pioneiros em novas tecnologias e melhorias em diferentes frentes de trabalho que englobam o setor. A empresa faz avaliações frequentes em sua fábrica para que cada peça passe por diferentes medições e reafirma que seu produto não é prejudicial à saúde. Inclusive, a Rommanel contesta este teste e informa que já está​ providenciando novas análises que sejam realmente condizentes com a legislação e com os reais números em quantidade de ouro e de elementos químicos por produto. Nos colocamos à disposição para qualquer contraprova e visita à nossa indústria, para um mais aprofundado conhecimento do processo aplicado em nossa fábrica.

Resposta da Plínio Joias

Nossa empresa trabalha com com bijuterias, joias folheadas com garantia de três meses e semijoias com garantia de um ano. Não nos informaram qual mercadoria foi analisada. A empresa não fabrica – NÃO SOMOS MARCA DE FOLHEADOS, conforme mencionou a Proteste, nós somos uma loja multimarcas e vendemos joias de diversos fabricantes nacionais. Estamos aguardando o retorno da Proteste para tomarmos uma atitude. Vamos analisar as peças da marca utilizada na pesquisa e caso o dado se confirme, os itens serão recolhidos e devolvidos à empresa. Estamos nessa área há 40 anos e desconhecemos o padrão do folheado que a Proteste está usando como referência. A Plínio Joias existe desde 1946 e está de portas abertas para solucionar qualquer problema com clientes que se sintam lesados. Fornecemos um certificado que protege o cliente em qualquer compra. Esse é o nosso segredo. Aqui o cliente nunca perde, ele é o nosso patrimônio.

Resposta da Morana

Conforme constatado no teste realizado pela Proteste, o Grupo Ornatus, franqueadora da rede de acessórios Morana, reforça que as peças da marca não contêm cádmio. A Morana revolucionou o conceito de varejo de bijuterias ao lançar peças com aparência de joia e com a qualidade de uma peça folheada. Entendendo o quanto isso é importante para as consumidoras da marca, há uma grande preocupação da empresa em oferecer acessórios livres de qualquer substância que possa causar danos à saúde. Por esse motivo, os produtos, em sua maioria importados da Coreia do Sul, são adquiridos apenas mediante a comprovação do certificado que garante a idoneidade da matéria prima. Dessa maneira, a Morana já segue as normas da Portaria nº 43, de 22 de janeiro de 2016, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO –, que estabelece essa restrição.

Fonte: metrópoles.com

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