TJ mantém condenação que obriga USP a devolver doação de R$ 1 milhão

O Tribunal de Justiça negou o recurso da Universidade de São Paulo (USP) e manteve, em segunda instância, condenação que obriga a instituição a devolver R$ 1 milhão à família do banqueiro Pedro Conde.

O valor foi doado pela família para reformas na Faculdade de Direito do Largo São Francisco com a contrapartida de que um auditório fosse batizado com o nome do banqueiro. A reforma foi realizada. Mas como houve pressão dos estudantes, e a placa com o nome acabou sendo retirada do local, a família quer o dinheiro de volta. A decisão é da 5º Câmara de Direito Público do TJ de São Paulo, do dia 10 de março – mas só foi publicada nesta semana.

A USP tentava reverter decisão de primeira instância ocorrida em abril deste ano. A família do banqueiro havia ingressado com ação judicial contra a USP em 2011, pedindo a devolução dos recursos e uma indenização por danos morais. O TJ negou o último ponto.
O contrato foi assinado em abril de 2009, época em que ex-reitor da USP João Grandino Rodas era diretor da Faculdade de Direito. A doação foi aprovada pela Congregação da faculdade, órgão deliberativo com representação de diretores, professores e alunos, e a sala chegou a ser batizada.

Segundo alunos e docentes, a existência do contrato foi omitida por Rodas à congregação. Um quadro com o retrato de Pedro Conde – que permanece guardado na faculdade – também deveria ser colocado no local. Além de defenderem desconhecimento do contrato, um dos motivos que mais revoltou os alunos à época é que Conde não havia sido professor na faculdade.

 

Estadão

Painel Político, principal fonte de informações políticas de Rondônia. Com noticiário completo sobre economia, variedades e cultura.

1 thought on “TJ mantém condenação que obriga USP a devolver doação de R$ 1 milhão

  1. Eu nunca entenderei esses uspianos. A Universidade, apesar de garfar um dinheirão da arrecadação do Estado, dinheiro que deveria ir para educação básica onde estão os filhos dos pobres, e não custear o ensino da classe média alta paulista (90% do público da USP), está na maior pindaíba e ainda e dá o luxo de recusar doações.
    Ora bolas…deveriam instituir fundos endowment como fazem em outros lugares do mundo para captar doações de ex alunos bem sucedidos.
    e aí coloca placa na parede, foto e sei lá mais o quê. Rico geralmente é vaidoso mesmo, o importante é colocarem dinheiro na Universidade.

Deixe uma resposta