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TJSC arquiva processo contra desembargador acusado por advogado de cobrar propina

Eduardo Gallo foi acusado de pedir R$ 700 mil para julgar favoravelmente uma ação na 1.ª Câmara de Direito Civil durante sessão da Corte, pelo advogado Felisberto Odilon Córdova

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina arquivou processo que apurava suposta cobrança de propinas do desembargador Eduardo Gallo de Mattos Junior. Durante sessão, em agosto, o advogado Felisberto Odilon Córdova acusou o o magistrado de solicitar R$ 700 mil para julgar favoravelmente uma ação na 1.ª Câmara de Direito Civil. Córdova disse na sessão de quinta-feira, 3, que ‘o julgamento aqui é comprado’.

“Eu vou além, eu vou dizer que o julgamento que está acontecendo aqui é comprado. estou fazendo uma denuncia. Este cidadão foi abordado com uma proposta que vem do Rio de Janeiro para receber R$ 500 mil”.

“R$ 250 mil antes e R$ 250 mil depois e o descarado chegou a mandar para o nosso escritório uma contraproposta que poderíamos cobrir isto por R$ 700 mil. Eu insisto, isto aqui não é o Senado, não é a Câmara dos Deputados. Isso aqui é um Tribunal de Justiça, e é preciso que a moralidade surja e venha a termo, e que a promotoria inclusive assuma a investigação deste processo”, gritou o advogado.

O processo para apurar eventuais irregularidades de Gallo foi arquivado. Segundo apurou o Estado, a Corte ainda apura outra denúncia de irregularidade contra o desembargador, cujo teor está sob sigilo.

Agressões. Neste ano, o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges Andrada,  ainda pediu ao Conselho Nacional de Justiça duas apurações de infração disciplinar contra o desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Eduardo Gallo, por duas acusações de violência contra mulheres.

Gallo já é alvo de outra investigação no CNJ, que envolve sua ex-mulher, Liliane Mello, que prestou queixa no dia 26 de fevereiro deste ano no 6.º Distrito Policial da Mulher, em Florianópolis.

Consta no Boletim de Ocorrência que a ex-mulher do magistrado disse à polícia que Gallo ‘geralmente pega em seu braço e sacode seu corpo, fala várias palavras de baixo calão, que’ , no dia da suposta agressão, ‘mais uma vez pegou em seus braços, balançava seu corpo, que está com lesão nos dois braços, e um galo na cabeça, pois o autor ao pegar em seu braço, e lhe empurrar bateu com sua cabeça em uma mesa de mármore’.

O desembargador filmou a si mesmo nu, em frente a um espelho, apontando para supostos hematomas. O vídeo acabou circulando nas redes sociais após um amigo do magistrado compartilhar as imagens. Segundo sua defesa, o vídeo seria uma prova de que o desembargador foi agredido por sua ex-mulher.

Em outro caso, já arquivado pelo Conselho Nacional de Justiça, o juiz foi citado em Boletim de Ocorrência de uma motorista com quem teria brigado no trânsito de Florianópolis. Ela afirmou às autoridades que avisou o desembargador que bateu em seu carro ‘ao tempo em que este respondeu: “Tá e daí!, não suporto esse povinho atravessando na minha frente” e, “E eu sou desembargador, pra mim não dá nada!”.

A autora do boletim de ocorrência conclui afirmando que o juiz ‘desceu de seu veículo descontrolado, começou a socar o carro’ dela; ‘que o vidro do veículo estava entreaberto; que Eduardo tentava alcançar o pescoço’ dela ‘através do vidro’.

Em um pedido o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges Andrada, ressalta ‘ser dever do magistrado ‘VIII- manter conduta irrepreensível na vida pública e particular’.

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